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Exposição de Pintura “Lugar de Estar”


Promotor: Município de Cantanhede
Data: 20 de Outubro a 13 Janeiro de 2008 
Ciclo: Percursos de Arte
Local: Casa Municipal da Cultura

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Com o Lugar de Estar, de Rui Jordão, a Casa Municipal da Cultura prosseguiu a sua meritória acção cultural de dar a conhecer a obra de artistas plásticos representativos de diferentes correntes estéticas.

O objectivo desta acção foi proporcionar o confronto com manifestações artísticas que transcendem a mera representação figurativa ou simples composição de elementos abstractos e que dão expressão ao universo estético e conceptual dos seus autores.

É nessa experiência enriquecedora que tivemos o privilégio de participar, mais uma vez, no contacto com a obra de um pintor que se tem evidenciado pelo modo como tira partido dos contrastes de cor para conferir uma forte dimensão plástica aos seus trabalhos.

Cores intensas, quase sempre, seja nas obras enigmáticas que resultam de uma abordagem abstracta, seja nas telas figurativas entre a simplicidade e a complexidade das composições.

A ambiguidade que resulta dessa contradição e a força expressiva dos seus quadros são por ventura os factores que conferem à pintura de Rui Manuel Jordão a singularidade que a distingue e torna tão estimulante a sua descoberta.

 N.º de Visitantes: 1.274

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Exposição [entre o preto e o branco] de Júlio Resende


Promotor: Município de Cantanhede
Entidade colaboradora: Lugar do Desenho – Fundação Júlio Resende
Data: 25 de Julho a 14 Outubro de 2007  
Ciclo: Percursos de Arte
Local: Casa Municipal da Cultura

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Constituída por cerca de 40 obras do espólio Lugar do Desenho, da Fundação Júlio Resende, “Entre o Preto e o Branco” esteve estruturada em composições que, a partir da articulação de sinais geometrizados, remeteram para elementos da paisagem portuguesa.

Foi a terceira exposição que Mestre Júlio Resende apresentou na Casa Municipal da Cultura de Cantanhede, espaço onde esteve patente ao público Lugares, em 2001, e  Uma Vida de Cor, em 2005.

Tratou-se de um regresso a que o pintor alude no texto que escreveu para o catálogo editado a propósito de “Entre o Preto e o Branco”, afirmando que “voltar a Cantanhede é reconfortante para todo o artista que preza os valores do espírito e aqui encontra um espaço propício ao diálogo.”

 N.º de Visitantes: 1 157

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Exposição “Rumo ao Sol” – Hugo Wirz – Obra de 1997-2007


Promotor: Município de Cantanhede
Entidade colaboradora: Unesco e Departamento de Ciência da Terra
da Universidade de Coimbra
Data: 18 de Maio a 15 de Julho de 2007
Ciclo: Percursos de Arte
Local: Casa Municipal da Cultura

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Mais de cinco dezenas de pintura, em diferentes materiais, deram corpo à exposição “Rumo ao Sol”, do artista plástico Hugo Wirz, na Casa Municipal da Cultura do Município de Cantanhede. Durante cerca de dois meses, e numa altura em que se assinalou a Ano internacional do Sol, o astro rei é o tema central de composições estruturadas em mosaicos cromáticos complexos, a partir da conjugação de elementos geométricos ou lineares.

Nascido em Brugg, na Suiça, Hugo Wirz fez na cidade de helvética de Aargau os seus estudos escolares e profissionais como desenhador, profissão que foi intercalando com largos períodos dedicados em exclusivo ao trabalho artístico.

Mais tarde rumou a outros países europeus, num percurso em que, para além de ter trabalhado em estúdios de arquitectura, participou em várias exposições individuais e colectivas. Na década de setenta viveu alguns anos na Republica de Camerun, na Africa do Central, onde o contacto com comunidades nativas o fez despertar para a força simbólica das manifestações artísticas indígenas, influência que ainda hoje se reflecte nos seus trabalhos.

Há muitos anos radicado em Espanha, Hugo Wirz é autor de uma vasta obra, reconhecida nos círculos de artes plásticas pela sua singularidade formal e estética, uma singularidade que “Rumo ao Sol” permitiu perscrutar, nos jogos dinâmicos de formas e cores com que o autor constrói labirintos que remetem para o cosmos solar.

E foi nesses labirintos elaborados com recurso a papel, colagens, aguarelas, cordas, acrílicos e pigmentos que se situa o magnetismo das pinturas de Hugo Wirz.

 N.º de Visitantes: 740

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Exposição “O Traje e a Sociedade Portuguesa no Período dos Descobrimentos”


Promotor: Município de Cantanhede
Entidade colaboradora: Museu Nacional do Traje e da Moda, Lisboa
Data: 10 de Fevereiro a 15 de Maio de 2007
Ciclo: Percursos de Arte
Local: Casa Municipal da Cultura
 

     

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Esta exposição sintetizou o vestuário mais característico usado pelos portugueses durante os séculos XV e XVI, com a representação das Três Ordens Sociais vigentes na época: Nobreza, Clero e Povo, através do traje de nobres e damas, mestres de cerimónia e pagens, populares masculinos e femininos, dominicanos e jesuítas.

No período dos Descobrimentos a sociedade portuguesa sofre uma mudança substancial de valores e o desenvolvimento económico gera condições de bem-estar e de qualidade de vida que se podem detectar, por exemplo, no facto de Gil Vicente ter sido convidado a apresentar o seu Auto da Visitação, na câmara do Paço da Ribeira, logo que o príncipe D. João nasceu, em 1502.

Em 1500, Lisboa e Sevilha constituíam as cidades mais ricas da Europa, concentrando-se nestas duas cidades, mercadores de várias origens, com o intuito de adquirir produtos exóticos e de luxo destinados às diferentes cortes europeias, tais como tecidos e tapetes, especiarias e marfins.

Por outro lado, era a Península Ibérica que ditava a moda, razão pela qual a sua difusão também partia destes dois portos marítimos.

As senhoras usavam vestido comprido, formado por saia, sobre saia e corpete, sendo este espartilhado de forma a tapar, esconder e encouraçar o peito, retirando sedução ou feminilidade à silhueta. Como abafo, manufacturava-se a ropa, espécie de casacão com volumosas mangas tufadas.

O homem vestia calção curto com perneiras e gibão também curto com ombros enchumaçados, de modo a configurar uma silhueta robusta e forte. Meias altas e sapatos compunham a toilette. Em ambos os sexos era regra o uso de chapéu e toucado pois jamais se aparecia em público de cabeça descoberta.

Os Jesuítas, vestidos com os seus característicos trajes universitários, dominavam nas cortes portuguesa e espanhola na sequência do Concílio de Trento, tendo tido um papel de relevo na acção missionária, assim como os Dominicanos e Franciscanos, tanto mais que a língua portuguesa e a religião católica foram os fundamentais legados que muitos países herdaram de Portugal.

Os populares e os burgueses constituíam elementos representantes das camadas mais baixas da população, estando também representados nesta exposição.

N.º de Visitantes: 3 507

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Caminhada sem Patamares


Retrospectiva de algumas obras
1954 - 2002
Escultura. Pintura. Azulejo. Cerâmica. Tapeçaria.

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Maria Manuela Madureira

Em Maio do ano passado, tivemos o privilégio de apreciar a Arte de Maria Manuela Madureira no decurso do III Simpósio Internacional de Escultura de Cantanhede. Nesse âmbito, a artista realizou uma composição que, conforme referiu, "simboliza a mulher heroína, na busca permanente da justiça e da honra, dando voz à defesa dos seus direitos, das suas opiniões, das suas regras e da sua dignidade".
É extraordinário que, sempre que olhamos para esse belíssimo trabalho escultórico, onde vários fragmentos de recorte figurativo se conjugam numa estrutura aparentemente complexa, vemos emergir dela a grandeza simbólica que a sua autora tão bem soube traduzir.

Para além do enriquecimento do acervo patrimonial do Concelho, a experiência que Maria Manuela Madureira se dignou partilhar connosco fez despertar uma enorme curiosidade sobre a sua vastíssima obra. Uma obra que se reparte pelos diferentes campos da arte e que mantém uma unidade formal e estética só ao alcance dos que, com talento e criatividade, conseguem impor o carácter distintivo da sua personalidade artística.

Não será necessário invocar o facto de se tratar de uma artista aclamada pela crítica para constatarmos que esse carácter distintivo está bem evidenciado no conjunto de pinturas, esculturas, azulejos e peças de cerâmica que constituem a exposição retrospectiva que Maria Manuela Madureira trouxe até nós. Conhecer a admirável dimensão plástica e a imensa força expressiva do seu trabalho é viver uma experiência autêntica de exaltação da cultura, entendida no seu sentido mais nobre e mais profundo.

Até 28 de Abril de 2002.



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