Exposição “O Traje e a Sociedade
Portuguesa no Período dos Descobrimentos”
Exposição “Rumo ao Sol” – Hugo Wirz –
Obra de 1997-2007
Exposição [entre o preto e o branco]
de Júlio Resende
Exposição de Pintura
“Lugar de Estar"
Caminhada sem Patamares
Exposição de Pintura “Lugar
de Estar”
Promotor:
Município de Cantanhede
Data:
20 de Outubro a 13 Janeiro de 2008
Ciclo: Percursos
de Arte
Local:
Casa Municipal da Cultura

Com o Lugar de Estar, de Rui Jordão, a
Casa Municipal da Cultura prosseguiu a sua meritória acção
cultural de dar a conhecer a obra de artistas plásticos
representativos de diferentes correntes estéticas.
O objectivo desta acção foi proporcionar o
confronto com manifestações artísticas que transcendem a
mera representação figurativa ou simples composição de
elementos abstractos e que dão expressão ao universo
estético e conceptual dos seus autores.
É nessa experiência enriquecedora que tivemos
o privilégio de participar, mais uma vez, no contacto com a
obra de um pintor que se tem evidenciado pelo modo como tira
partido dos contrastes de cor para conferir uma forte
dimensão plástica aos seus trabalhos.
Cores intensas, quase sempre, seja nas obras
enigmáticas que resultam de uma abordagem abstracta, seja
nas telas figurativas entre a simplicidade e a complexidade
das composições.
A ambiguidade que resulta dessa contradição e
a força expressiva dos seus quadros são por ventura os
factores que conferem à pintura de Rui Manuel Jordão a
singularidade que a distingue e torna tão estimulante a sua
descoberta.
N.º
de Visitantes: 1.274
Inicio
Exposição [entre o preto e o branco] de Júlio Resende
Promotor:
Município de Cantanhede
Entidade colaboradora:
Lugar do Desenho – Fundação Júlio Resende
Data:
25 de Julho a 14 Outubro de 2007
Ciclo: Percursos
de Arte
Local:
Casa Municipal da Cultura

Inicio
Constituída por cerca de
40 obras do espólio Lugar do Desenho, da Fundação Júlio
Resende, “Entre o Preto e o Branco” esteve
estruturada em composições que, a partir da articulação de
sinais geometrizados, remeteram para elementos da paisagem
portuguesa.
Foi a terceira exposição que Mestre Júlio
Resende apresentou na Casa Municipal da Cultura de
Cantanhede, espaço onde esteve patente ao público Lugares,
em 2001, e Uma Vida de Cor, em 2005.
Tratou-se de um regresso a que o pintor alude
no texto que escreveu para o catálogo editado a propósito de
“Entre o Preto e o Branco”, afirmando que
“voltar a Cantanhede é reconfortante para
todo o artista que preza os valores do espírito e aqui
encontra um espaço propício ao diálogo.”
N.º
de Visitantes: 1 157
Inicio
Exposição “Rumo ao Sol” – Hugo Wirz – Obra de 1997-2007
Promotor:
Município de Cantanhede
Entidade colaboradora:
Unesco e Departamento de Ciência da Terra
da Universidade de Coimbra
Data:
18 de Maio a 15 de Julho de 2007
Ciclo: Percursos
de Arte
Local:
Casa Municipal da Cultura

Inicio
Mais de
cinco dezenas de pintura, em diferentes materiais, deram
corpo à exposição “Rumo ao Sol”, do artista plástico Hugo
Wirz, na Casa Municipal da Cultura do Município de
Cantanhede. Durante cerca de dois meses, e numa altura em
que se assinalou a Ano internacional do Sol, o astro rei é o
tema central de composições estruturadas em mosaicos
cromáticos complexos, a partir da conjugação de elementos
geométricos ou lineares.
Nascido em
Brugg, na Suiça, Hugo Wirz fez na cidade de helvética de
Aargau os seus estudos escolares e profissionais como
desenhador, profissão que foi intercalando com largos
períodos dedicados em exclusivo ao trabalho artístico.
Mais tarde
rumou a outros países europeus, num percurso em que, para
além de ter trabalhado em estúdios de arquitectura,
participou em várias exposições individuais e colectivas. Na
década de setenta viveu alguns anos na Republica de Camerun,
na Africa do Central, onde o contacto com comunidades
nativas o fez despertar para a força simbólica das
manifestações artísticas indígenas, influência que ainda
hoje se reflecte nos seus trabalhos.
Há muitos
anos radicado em Espanha, Hugo Wirz é autor de uma vasta
obra, reconhecida nos círculos de artes plásticas pela sua
singularidade formal e estética, uma singularidade que “Rumo
ao Sol” permitiu perscrutar, nos jogos dinâmicos de formas e
cores com que o autor constrói labirintos que remetem para o
cosmos solar.
E foi nesses
labirintos elaborados com recurso a papel, colagens,
aguarelas, cordas, acrílicos e pigmentos que se situa o
magnetismo das pinturas de Hugo Wirz.
N.º
de Visitantes: 740
Inicio
Exposição “O Traje e a Sociedade Portuguesa no Período dos
Descobrimentos”
Promotor:
Município de Cantanhede
Entidade colaboradora:
Museu Nacional do Traje e da Moda, Lisboa
Data:
10 de Fevereiro a 15 de Maio de 2007
Ciclo: Percursos
de Arte
Local:
Casa Municipal da Cultura

Inicio
Esta exposição sintetizou o
vestuário mais característico usado pelos portugueses
durante os séculos XV e XVI, com a representação das Três
Ordens Sociais vigentes na época: Nobreza, Clero e Povo,
através do traje de nobres e damas, mestres de cerimónia e
pagens, populares masculinos e femininos, dominicanos e
jesuítas.
No período dos
Descobrimentos a sociedade portuguesa sofre uma mudança
substancial de valores e o desenvolvimento económico gera
condições de bem-estar e de qualidade de vida que se podem
detectar, por exemplo, no facto de Gil Vicente ter sido
convidado a apresentar o seu Auto da Visitação, na
câmara do Paço da Ribeira, logo que o príncipe D. João
nasceu, em 1502.
Em 1500, Lisboa e Sevilha
constituíam as cidades mais ricas da Europa, concentrando-se
nestas duas cidades, mercadores de várias origens, com o
intuito de adquirir produtos exóticos e de luxo destinados
às diferentes cortes europeias, tais como tecidos e tapetes,
especiarias e marfins.
Por outro lado, era a
Península Ibérica que ditava a moda, razão pela qual a sua
difusão também partia destes dois portos marítimos.
As senhoras usavam vestido
comprido, formado por saia, sobre saia e corpete, sendo este
espartilhado de forma a tapar, esconder e encouraçar o
peito, retirando sedução ou feminilidade à silhueta. Como
abafo, manufacturava-se a ropa, espécie de casacão
com volumosas mangas tufadas.
O homem vestia calção curto
com perneiras e gibão também curto com ombros enchumaçados,
de modo a configurar uma silhueta robusta e forte. Meias
altas e sapatos compunham a toilette. Em ambos os
sexos era regra o uso de chapéu e toucado pois jamais se
aparecia em público de cabeça descoberta.
Os Jesuítas, vestidos com os
seus característicos trajes universitários, dominavam nas
cortes portuguesa e espanhola na sequência do Concílio de
Trento, tendo tido um papel de relevo na acção missionária,
assim como os Dominicanos e Franciscanos, tanto mais que a
língua portuguesa e a religião católica foram os
fundamentais legados que muitos países herdaram de Portugal.
Os populares e os burgueses
constituíam elementos representantes das camadas mais baixas
da população, estando também representados nesta exposição.
N.º de Visitantes: 3 507
Inicio
Caminhada sem Patamares
Retrospectiva de algumas obras
1954 - 2002
Escultura. Pintura. Azulejo. Cerâmica. Tapeçaria.
Inicio
Maria Manuela Madureira
Em Maio do ano passado, tivemos o privilégio de apreciar a Arte de Maria
Manuela Madureira no decurso do III Simpósio Internacional de Escultura
de Cantanhede. Nesse âmbito, a artista realizou uma composição que, conforme
referiu, "simboliza a mulher heroína, na busca permanente da justiça e da honra,
dando voz à defesa dos seus direitos, das suas opiniões, das suas regras e
da sua dignidade".
É extraordinário que, sempre que olhamos para esse belíssimo trabalho escultórico,
onde vários fragmentos de recorte figurativo se conjugam numa estrutura
aparentemente complexa, vemos emergir dela a grandeza simbólica que
a sua autora tão bem soube traduzir.
Para além do enriquecimento do acervo patrimonial do Concelho, a experiência que
Maria Manuela Madureira se dignou partilhar connosco fez despertar uma
enorme curiosidade sobre a sua vastíssima obra. Uma obra que se reparte pelos
diferentes campos da arte e que mantém uma unidade formal e estética só ao
alcance dos que, com talento e criatividade, conseguem impor o carácter
distintivo da sua personalidade artística.
Não será necessário invocar o facto de se tratar de uma artista aclamada
pela crítica para constatarmos que esse carácter distintivo está bem evidenciado
no conjunto de pinturas, esculturas, azulejos e peças de cerâmica que
constituem a exposição retrospectiva que Maria Manuela Madureira trouxe até nós.
Conhecer a admirável dimensão plástica e a imensa força expressiva do seu
trabalho é viver uma experiência autêntica de exaltação da cultura, entendida no
seu sentido mais nobre e mais profundo.
Até 28 de Abril de 2002.
Conheça as várias exposições deste tema:
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