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Igreja Matriz de Cantanhede 
Dedicada a S. Pedro, a Igreja Matriz constitui o principal marco histórico e cronológico de Cantanhede.

De acordo com carta do Conde D. Sisnando, responsável pela reconquista da região de Coimbra aos árabes, datada de Maio de 1087, este tê-la-á doado, com a permissão de todo o clero, a Lourenço, subdiácono.
A construção do edifício original teria assim, de acordo com o referido documento, ocorrido em época anterior ao século XI e, segundo a lenda, teria sido erigido como templo islâmico, na calada da noite, durante o período da ocupação árabe na península.

Muitas têm sido as intervenções efetuadas desde essa época neste monumento, que com todo o seu recheio quinhentista, foi declarado Imóvel de  Interesse Público, pelo D.L. nº 41 191 de 18 de Julho de 1957.
As mais significativas operaram-se a partir do século XVI e delas resultaram os arcos atuais que dividem o corpo da igreja em três naves, o portal barroco, a janela superior da frontaria e as sete capelas que se abrem no seu interior.

A capela colateral direita, dedicada ao Santíssimo Sacramento, foi mandada erigir, para seu jazigo, por D. João de Menezes Sotto-Mayor. Obra atribuída a João de Ruão, recebeu o alvará de construção em 1 de Junho de 1542, devendo ter ficado concluída em 1547.
A entrada da capela faz-se através de um arco de volta inteira, assente sobre colunas jónicas e pilastras de bases decoradas em relevo, o qual ostenta ao centro o brasão de armas dos Menezes.
Apesar da magnificência artística da capela no seu todo, nela merecem destaque: o belíssimo retábulo, o teto formado por pequenos caixotões com rosáceas e os mausoléus recolhidos nas suas paredes laterais. Os mausoléus possuem tampa abaulada e estão decorados por motivos vários, em relevo. Sobre eles repousam as imagens dos Profetas.
Ao fundo da capela, apoiado sobre uma coluna anelada, ergue-se o altar sobre o qual assenta o Sacrário. O Sacrário é ladeado por duas imagens de médio relevo, as quais representam o aparecimento de Cristo Ressuscitado a Madalena (à direita) e à Virgem (à esquerda). Por baixo abrem-se quatro nichos que contêm as imagens dos evangelistas: S. Mateus, S. João, S. Lucas e S. Marcos.
Ao centro da capela existe uma larga campa onde esteve sepultado D. António Luís de Menezes (3º Conde de Cantanhede e 1º Marquês de Marialva) e onde também esteve sepultada a sua esposa.
Foi aqui que foi sepultado D. António Luís de Menezes aquando da sua morte,  por não estar ainda terminada a Igreja do Convento de Santo António (Igreja da Misericórdia). Foi transladado cerca de 40 anos após a sua morte de modo a cumprir a sua vontade.

O exterior da Igreja é sóbrio, apresentando-se a sua frontaria enquadrada por cunhais de cantaria com capitéis, sobre os quais assentam elegantes pirâmides e encimada por um frontão triangular rematado por cimalhas. Sobre as cimalhas erguem-se o pedestal e a cruz. 

É ainda de realçar a torre sineira, no interior da qual estão colocados dois sinos, um com inscrição de 1763 e um mais recente datado de 1885. 

O acesso ao interior da igreja é feito através de um magnífico portal barroco, ladeado por duas colunas assentes sobre bases almofadadas e encimadas por capitéis, que sustentam o entablamento.


Localização
Praça Marquês de Marialva 
Cantanhede

Localização GPS
40.346977 -8.594227
Igreja da Misericórdia
(Igreja do Antigo Convento de Santo António) 


A Igreja da Misericórdia, também conhecida por Convento de Santo António ou de Nossa Senhora da Conceição, foi erigida por iniciativa de D. António Luís de Meneses, Conde de Cantanhede, que havia feito um voto nesse sentido durante a Batalha de Montes Claros. 
A construção inicial data de 1675, ano do falecimento de D. António Luís de Meneses.
Com a torre sineira à esquerda, a fachada exterior da igreja é bastante sóbria, possuindo um arco abatido seguido de um pequeno átrio, a que corresponde, no interior, o coro-alto, onde se encontra sepultado, em campa rasa, o 3.º Conde de Cantanhede e 1.º Marquês de Marialva, cujos restos mortais foram transladados da Igreja de São Pedro, em 12 de Abril de 1713. 
No nicho do frontispício está gravada a data de 1733 que indica, provavelmente, o ano em que a obra terá sido concluída. 


Nota: Visitável mediante contacto junto do Turismo de Cantanhede.


Localização
Rua Dr. António José da Silva Poiares 
Cantanhede

Localização GPS
40.343486 -8.590761
Igreja Matriz de Ançã 
Dedicada a N. Senhora do Ó ou da Expectação, a Igreja Matriz de Ançã possui uma fachada de grande imponência, datada de 1812, e rica pelo aspeto arquitetónico e enquadramento paisagístico; arcos de entrada das capelas laterais de grande beleza arquitectónica e decorativa; retábulo principal em pedra de Ançã, raro no seu tempo.


Seiscentista é também o corpo da igreja, com três naves separadas por duas arcadas com colunas de ordem dórica.
Um coro-alto ocupa o primeiro dos tramos. A cabeceira é formada por capela-mor com abóboda às quartelas e possui um rico retábulo concheado, em pedra, no qual foram colocadas esculturas mais antigas. 
No alto do camarim, vê-se uma belíssima imagem da Senhora com o Menino, do século XV, e nos intercolúnios, um S. Pedro e um S. Paulo quinhentistas, estilisticamente próximos das obras de João de Ruão, em meados do século XVI.

Possui a igreja um conjunto notável de capelas, quer as colaterais quer as que se abrem nos flancos das naves, obras cujas construções decorreram entre os séculos XVI e XVIII. Abrigam retábulos maneiristas e barrocos.

Da imaginária, para além das já citadas, há a salientar um grande calvário seiscentista.



Localização
Terreiro do Paço 
Ançã

Localização GPS
40.2723  -8.522231
Igreja Matriz da Tocha
Este templo teve origem numa pequena capela consagrada a Nossa Senhora da Atocha, de Madrid. 

A primitiva ermida de Nossa Senhora da Atocha foi fundada, em 1610, por D. Juan Garcia Bacelar, natural de Pontevedra, facto que explica a escolha desta invocação de Nossa Senhora, de origem madrilena.
Em 1661, e por iniciativa do geral dos crúzios, ter-se-à começado um templo de maiores dimensões, pois a pequena capela primitiva mostrava-se insuficiente face à popularidade daquele lugar de peregrinação.

De planta longitudinal, mas de volumes não coincidentes entre o exterior e o interior, a igreja da Tocha pauta-se por uma enorme depuração, numa linguagem de tradição chã que esconde a riqueza e a exuberância decorativa do espaço interno. 

A fachada principal, em empena, é delimitada por pilastras nos cunhais, encimadas por pináculos, e aberta por portal de verga reta com cornija, ligado ao janelão do coro, e em cujo eixo se rasga, ainda e já na base da empena, um óculo. 

No interior, a nave é revestida por 10 painéis de azulejo azuis e brancos, datáveis de cerca de 1763, havendo ainda vários elementos a destacar, nomeadamente a imagem da Senhora a Atocha, uma obra já seiscentista.
Há inda na igreja uma boa imagem quinhentista de Santo Antão.


Localização
Largo da Tocha

Localização GPS
40.315056  -8.754537
Igreja Matriz de Cadima
Sabe-se que esta igreja já existia no ano de 1181, embora a lápide que indicava este facto se tenha perdido e dela mais não haja que memória escrita. Tudo o que hoje se vê é fruto de obras muito posteriores, quase todas já do tempo barroco, séculos XVII e XVIII. 

Este templo é a maior de todas as igrejas do Concelho de Cantanhede.
No interior, tem uma só nave e uma só capela de cabeceira, embora muito amplas.
O retábulo da capela-mor é uma belíssima composição de talhas rococó, de tipo S. José, pintadas e policromadas, abrindo-se, ao centro, um amplo trono para a exposição do Santíssimo.

Nas paredes laterais da capela-mor foram cravados quatro baixos-relevos de pedra, policromados, datáveis dos fins do século XVI ou mesmo já do começo da centúria seguinte, dedicados ao nascimento de S. João Batista, à Adoração dos Magos Magos, à Anunciação e à Adoração dos Pastores.

Possui a igreja outros altares, destacando-se os que são formados por arcos retabulares.
Da imaginária destaca-se uma belíssima Senhora com o menino, obra gótica do século XV.


Localização
Cadima

Localização GPS
40.326041 -8.640489
Igreja Matriz de Portunhos
É uma construção setecentista que substituiu uma anterior, certamente da época medieval. 
A frontaria apresenta sobre uma parede lisa um portal de pilastras jónicas e frontão ondulado com uma legenda e a data de 1785, que corresponderá ao fim da edificação. 

À direita levanta-se a elegante torre dos sinos com uma cúpula bolbosa.
O interior tem uma só nave abobadada e uma capela única na cabeceira. 
O retábulo é já de linhas neoclássicas, posto que bastante arcaizantes. 
Inclui alguma imaginária antiga, medieval, trabalho de oficinas locais.

No flanco lateral direito do corpo da igreja foi colocada já em meados do século XX uma capela revivalista, de estilo neo-árabe, num tipo excecionalmente raro 
entre nós. 

Na parede fronteira foi também aberta uma edícula retabular do mesmo género.
Das esculturas existentes destaca-se a do padroeiro do templo, S. Julião, datável ainda do século de trezentos.
A imagem do Orago, obra escultórica gótica do século XIV foi atribuída por Virgílio Correia à oficina coimbrã de mestre Pero. 


Localização
Portunhos

Localização GPS
40.296360 -8.545593
Igreja Matriz de Pocariça 
Igreja construída em 1618, dedicada a S. Tiago. É um dos mais belos templos da região. 
Admite-se que a primitiva construção terá ocorrido em meados do século XVII (1674), tendo depois conhecido profundas obras de remodelação em 1786 e, mais recentemente, no século XX. 

O corpo da igreja é particularmente valioso em termos patrimoniais, destacando-se a cobertura apainelada pintada com motivos rococó, o teto da capela-mor com uma abóbada de pedra decorada com quartões octogonais ornamentados, as capelas colaterais, o retábulo principal e os dois anjos barrocos de grandes dimensões.


Localização
Pocariça 

Localização GPS
40.366517  -8.587306
Igreja Matriz de Covões
É uma construção do século XVIII que substituiu uma anterior que havia sido edificada na centúria de Quinhentos.
No exterior, só o portal e a torre sineira quebram a monotonia das linhas direitas. O interior, colorido e movimento do barroco fazem a sua aparição.

Os retábulos seguem o tipo setecentista, embora sejam já do século XIX. No principal, à esquerda, vê-se a magnífica escultura de Santo António, padroeiro, executada por João de Ruão, em 1558.

Conserva este templo outras imagens de interesse, nomeadamente as que evocam S. Brás, S. Sebastião e S. João, todas quinhentistas. Do século seguinte, é o retábulo de pedra que foi colocado na capela do flanco esquerdo, com vários quadros alusivos à Vida e Paixão de Cristo.

Localização
Covões

Localização GPS
40.429496 -8.611629
Igreja Matriz de Cordinhã
É este templo dedicado a Santo André e embora se saiba que tem já largas centenas de anos, foi reedificada no século XVIII, desaparecendo assim os vestígios da sua maior antiguidade. No portal grava-se a data de 1716, ano em que a nova construção deve ter sido sagrada ou reentrou em funções.

O interior guarda uma regular série de retábulos de talha dourada, certamente do tempo de D. José belíssimo é o teto apainelado e pintado, de magnífico efeito decorativo, assim como o púlpito com uma peanha com grandes folhas e uma volumosa águia.

Conservam-se no templo azulejos sevilhanos, mudejares, certamente pertencentes ao frontal do altar quinhentista, bem como diversas esculturas medievais, a mais interessante das quais é o grupo do calvário que se guarda na sacristia.


Localização
Lugar de Cordinhã

Localização GPS
40.337295 -8.536967
Igreja Matriz de Sepins
Dedicado a S. João Batista. 

É um templo de muito boas dimensões cujas origens remontam ao tempo do repovoamento do vale do Mondego, durante o séc. XI. 

Da Idade Média, contemporâneo do Condado Portucalense ou dos primeiros anos da Independência, ficou apenas um gracioso tímpano de um portal, de estilo românico, uma das mais importantes peças da estatuária nacional. 

Retábulo da Igreja - Repousa, na capela-mor deste templo, um tímpano românico de apreciável valor artístico e patrimonial, que a inscrição moderna refere ter sido elaborado no ano de 1118. 

É uma obra com cerca de um metro de largura que representa Cristo em Majestade, sentado sob um arco e ladeado pelos símbolos tradicionais de dois Evangelistas. São ainda de realçar duas pias de água benta manuelinas e algumas esculturas de século XV, com particular destaque a Nossa senhora com o Menino.


Localização
Sepins

Localização GPS
 40.378066 -8.499072
Igreja Matriz de Murtede
Igreja Matriz de Murtede, de tipo neoclássica rural, sóbrio e com poucos adornos. 

O seu interior possui retábulos e esculturas de pedra, e o pavimento é composto por grandes blocos de calcário. 
Podem igualmente ser encontradas pinturas a fresco que representam santos e almas no purgatório. 

A Igreja tem também belos vitrais que representam a Cruz Divina, e cinco altares com várias imagens como a de São Martinho, século XVI, Santo António XV, Nossa Senhora da Piedade, século XV, Santo Amaro, São Sebastião, a Virgem com o Menino, Nossa senhora do Rosário, São Francisco, São Martinho Bispo, o menino Jesus de Praga, Sagrado Coração de Jesus, São Jorge e a Rainha Santa Isabel. 

Na sacristia existe ainda uma imagem de Santa Filomena. 
A Igreja tem um retábulo simples onde se encontra uma glória solar, um importante elemento decorativo do ponto de vista iconográfico. 


Localização
Murtede

Localização GPS
40.361571 -8.501079
Igreja Matriz de Ourentã
A primeira referência à existência da igreja de Ourentã remonta a 1532 e é-nos revelada pelo Doutor Nelson Correia Borges na Revista do G.A.A.C.

É de tipo que podemos classificar de neoclássico regional e rural.
O retábulo principal é também de estilo neoclássico, sendo da autoria do marceneiro Lourenço dos Santos, de Barcouço.


Localização
Ourentã

Localização GPS
40.359993 -8.551568
Igreja Matriz de Outil
É um templo vasto, construído já no séc. XVIII, e que tem por padroeira Santa Maria Madalena. 
A frontaria é plana, com um remate mistilínio na cornija, ao gosto da região, nela se destacando, pelo seu corte, o portal de frontão curvo. 

O interior é bastante amplo, nele sobressaindo os altares de talha, setecentistas, de qualidade muito regular. 
O principal interesse da igreja, no entanto, reside nas diversas esculturas que guarda, algumas datáveis do séc. XV, como a do orago, Santa Maria Madalena. 

No altar das Almas há um bom Cruxifixo datado de 1686.
Das alfaias sacras são de destacar uma custódia e um cálice do século XVIII, ambos de prata, com punções.


Localização
Outil

Localização GPS
40.309431 -8.589903
Igreja Matriz do Bolho
É dedicada a S. Mamede.
 
Foram seus donatários os condes de Pombeiro (mais tarde, Marqueses de Belas).

No interior nota-se o grande retábulo da capela-mor, de talhas douradas de estilo barroco e que inclui diversas esculturas de calcário saídas de oficinas da região. De entre elas destacam-se a do patrono da igreja, S. Mamede, uma Senhora com o Menino e um S. Sebastião, todas do séc. XV.

Os retábulos colaterais são igualmente do período de transição entre as centúrias de seiscentos e setecentos, barrocos, da época e tipo próprio do reinado de D. Pedro II.


Localização
Bolho

Localização GPS
40.410906 -8.522300
Igreja Matriz de Sanguinheira
Data de 1846 a data da construção da Capela ao então Padroeiro S. João.
A primeira remodelação que deu origem à atual Igreja, pensa-se que tenha ocorrido por volta de 1900.
Em 1945 foi criada a Paróquia de Sanguinheira, graças a uma grande benemérita que foi a professora Clementina Sequeira, e passou a ser orago o Imaculado Coração de Maria.

Já nos anos 80 sofreu a última remodelação com uma acentuada implicação.
Salienta-se que ainda hoje existe na Igreja um pequeno altar com retábulo de S. João, pintado por João de Ruão, e que foi o primeiro Altar da Capela. 

De traça inusitada, a peculiar estrutura da Paroquial surge como fruto de recente reedificação, ostentando a característica torre sineira adossada a um dos seus flancos. 
Num pequeno painel azulejar e nas costas do remate da empena figura o cronograma de 1942. 
O seu aspeto atual, porém resultará de uma ampliação e remodelação efetuada durante terceiro quartel do século XX. 
A estrutura terá substituído uma anterior capela, ereta no mesmo local, e da qual sobreviverá o antigo portal – de verga curva e ostentando a data de 1845 -, agora aplicada no edifício do Salão Paroquial, adossado a um dos flancos da mesma Igreja Paroquial.
 

Localização
Sanguinheira

Localização GPS
40.320021 -8.711879
 

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