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Museu da Pedra Exposições 2010

Calcários Cromáticos

Calcários Cromáticos

Promotor:
Municipio de Cantanhede
Entidade colaboradora: Centro Interenacional de Escultura
Data: 30 de Abril de 2010
Local: Museu da Pedra

Os alunos do 12º A/B do Curso de Artes Visuais da Escola Secundária de Cantanhede marcaram presença na inauguração da exposição de escultura Calcários Cromáticos, que está patente ao público no Museu da Pedra, desde o passado dia 30 de Abril. Organizada pelo Município de Cantanhede, em parceria com o Centro Internacional de Escultura, esta colectiva insere-se na programação do Museu da Pedra, tendo como objectivo divulgar a escultura portuguesa e os valores que nela predominam.

Na sessão de inauguração o Vereador da Cultura, Pedro Cardoso, foi o anfitrião de alguns dos escultores representados na exposição, designadamente Moisés Preto Paulo, Director do Centro Internacional de Escultura (CIE), Beatriz Cunha e Nicolau Campos, os quais, no decurso da sessão, explicaram aos alunos do 12º A/B do Curso de Artes Visuais da Escola Secundária de Cantanhede aspectos técnicos e artísticos dos trabalhos expostos e da sua obra.

A este propósito, Pedro Cardoso agradeceu a presença dos artistas e sublinhou “a vertente pedagógica da programação dos equipamentos culturais do Município, neste caso do Museu da Pedra, que sempre que possível faculta ao público acções educativas como esta que aqui decorre hoje. Trata-se de mais uma oportunidade para obterem pistas de reflexão sobre o processo criativo e conhecerem de perto algumas orientações estéticas da escultura contemporânea, o que, naturalmente, é sempre uma experiência enriquecedora sobretudo para quem, como vocês, estuda artes”.

Calcários Cromáticos é constituída por duas dezenas de esculturas de interior e de jardim, executadas por nove artistas do CIE, entidade sediada em Odrinhas, Sintra, e à qual estão associados prestigiados artistas plásticos nacionais e internacionais.

Os trabalhos em exposição abordam temáticas diversas, privilegiando a utilização de um vasto leque de rochas portuguesas, desde brechas aos diferentes tipos de mármores, tendo como elemento comum o facto de apresentarem algumas afinidades com a conhecida Pedra de Ançã originária da região de Cantanhede.

No decurso da visita guiada os artistas presentes explicaram aos jovens estudantes o seu processo criativo e outras questões relacionadas com o seu trabalho artístico, acção pedagógica que se insere nos objectivos que o Centro Internacional de Escultura sempre inscreve nas actividades regulares que desenvolve.

Entretanto, entre os dias 18 e 30 de Maio, trabalhos de escultura que os mesmos jovens alunos do 12º A/B do Curso de Artes Visuais da Escola Secundária de Cantanhede elaboraram no âmbito do projecto Sobre Esta Pedra Escrevo vão também estar expostas no Museu da Pedra juntamente com Calcários Cromáticos.

N.º de Visitantes: (...)

 


 

Galileu e Eu

“Galileu e Eu…”

Promotor:
Municipio de Cantanhede
Entidade colaboradora: Sociedade Portuguesa de Astronomia e a Associação Astro Emir.
Data: 13 de Fevereiro de 2010
Local: Museu da Pedra

Cerca de 250 pessoas participaram, no dia 13 de Fevereiro, na inauguração da exposição “Galileu e Eu…”, uma parceria entre esta instituição museológica, a Sociedade Portuguesa de Astronomia e a Associação Astro Emir.

A exposição inseriu-se nas comemorações do Ano Internacional da Astronomia, que se assinalou em 2009, 400 anos após Galileu ter utilizado pela primeira vez o telescópio para efectuar observações astronómicas que vieram a revolucionar o conhecimento sobre o Universo.

No âmbito desta efeméride foram realizadas, um pouco por todo o mundo, diversas acções científicas de carácter lúdico pedagógico que tiveram como principal intuito a celebração global da astronomia e da sua contribuição para a sociedade e para a cultura, estimulando o interesse a nível mundial não só nesta disciplina científica, mas na ciência em geral, especialmente nos jovens.

A exposição “Galileu e Eu…” teve como objectivos estimular o interesse pela astronomia e pela ciência, a nível local e permitir aos alunos dos diversos graus de ensino, e ao público em geral, a possibilidade de aprenderem noções básicas de astronomia e associarem-se às comemorações do Ano Internacional de Astronomia.

A exposição foi dirigida essencialmente ao público escolar e foi constituída por 7 painéis informativos com fotografias e conteúdos relacionados com a astronomia em vários domínios, numa tentativa de melhorar o conhecimento acerca do cosmos e especificamente do Planeta Terra, miniaturas de astronáutica e de foguetões com representações de elementos que integraram o Space Camp da NASA nos Estados Unidos e outros veículos usados na exploração do espaço, e materiais diversos relacionados com a astronomia numa apresentação de conteúdos simples e acessível a todos os que visitaram o Museu da Pedra do Município de Cantanhede.

Mas a grande atracção desta exposição foi, sem dúvida, o planetário digital instalado numa das salas desta instituição museológica. Tratou-se de um equipamento móvel que permitiu fazer a observação dos astros e dos seus movimentos de uma forma fácil e divertida.

Os visitantes da exposição poderam, desta forma, assistir a viagens educativas sobre o início do Universo, a formação de todo o sistema solar e sobre a forma como se imagina que tudo irá terminar daqui a muitos anos. Foi também possível realizar um passeio a Marte, a bordo dos Rovers, veículos exploradores deste planeta, aprender como funcionam e quais as grandes descobertas que já fizeram na superfície deste planeta do sistema solar.

N.º de Visitantes: 3672

 

 

Museu da Pedra Exposições 2009

Deuses sem Nome

Exposição Deuses sem Nome

Promotor: Município de Cantanhede
Entidade colaboradora: Museu Nacional de Arqueologia
Data: 24 de Outubro de 2009 a 7 de Fevereiro 2010
Local: Museu da Pedra

A Exposição”Deuses sem Nome” apresentou alguns dos exemplos paradigmáticos da representação da figura da divindade desde a época da Pré – História até á Idade Moderna, exprimindo a relação do Homem com o Divino, através de representações que são possíveis de encontrar em toda a bacia do Mediterrâneo.

Foi para conhecer um pouco melhor deste mundo fascinante da religiosidade e da sua representação artística que se organizou a exposição Deuses sem Nome, que abarcou um período temporal que se estendeu desde as sociedades caçadoras-recolectoras, se afirmou com a prática da agricultura e da pastorícia, com a consequente sedentarização, e que influenciou decisiva e profundamente as conceptualizações e representações religiosas da época histórica Organizada pelo Município de Cantanhede em parceria com o Museu Nacional de Arqueologia, esta exposição apresentou por painéis fotográficos e informativos, várias peças e diversos materiais recolhidos em escavações efectuadas junto de importantes sítios arqueológicos.

N.º de Visitantes: 7116

 


 

Impressões do Oriente

Exposição “Impressões do Oriente" – de Eça de Queirós a Leite de Vasconcelos

Promotor: Município de Cantanhede
Entidade colaboradora: Museu Nacional de Arqueologia
Data: 27 de Junho a 13 de Setembro 2009
Local: Museu da Pedra

Esteve patente no Museu da Pedra do Município de Cantanhede a exposição “Impressões do Oriente – de Eça de Queirós a Leite de Vasconcelos”.

Organizada pelo Museu Nacional de Arqueologia, em parceria com o Município de Cantanhede, esta exposição retratou parte de um notável conjunto de fotografias dos sécs. XIX e inícios do séc. XX, pertencentes às colecções da DDF-IMC, centradas na temática da fotografia como documento de viagem de estudo ao Próximo Oriente e Egipto.

Duas figuras maiores da cultura portuguesa foram simultaneamente evocadas, dada a relação privilegiada que mantiveram com esses dois lugares míticos: Eça de Queirós que assistiu à inauguração do Canal de Suez em 1869, e José Leite de Vasconcelos, que participou no Congresso de Arqueologia do Cairo em 1909.

Para as contextualizar foram seleccionados dois conjuntos de peças adquiridas por JLV – um, proveniente das suas deslocações ao Egipto, outro, adquiridas em idêntica situação, nas suas deslocações pela Ásia Antiga. Deste modo a exposição, reflectindo essa duplicidade foi organizada em dois núcleos: o do Egipto e o do Próximo Oriente.

Nº de Visitantes: 4250 

 


 

Obras, Vontades e Desenhos

Exposição “Álvaro Siza – Obra, Vontades e Desenhos”

Promotor: Município de Cantanhede
Entidade colaboradora: Casa da Arquitectura
Data: 7 de Março a 7 de Junho - 2009
Local: Museu da Pedra

A exposição apresentou um núcleo de doze obras recentes do arquitecto, com o apoio de esquiços, desenhos, fotografias e maquetas, integrando ainda peças de design e outros trabalhos relevantes.

Para além do valor intrínseco dos trabalhos que estiveram expostos, a importância da exposição Álvaro Siza "Obra, Vontades e Desenhos" residiu também na função educativa inerente a esta oportunidade de apreciar e contextualizar a singularidade de soluções arquitectónicas com o traço distintivo de um arquitecto reconhecido e aclamado internacionalmente, Álvaro Siza "Obra, Vontades e Desenhos" esteve patente ao público no Museu da Pedra até 7 de Junho de 2009, apresentou os seguintes projectos de arquitectura:

1995 – 2008 - Museu de Arquitectura – Fundação Insel Hombroich, Hombroich – Dusseldorf – Alemanha.
1997 – 2005 - Estação do Metro São Bento, Porto – Portugal
1998 – 2008 - Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre – Brasil;
2000 – 2007 - Pavilhão Multiusos de Gondomar, Gondomar – Portugal;
2001 – 2007 - Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, Viana do Castelo – Portugal;
2002 – 2007 - Casa em Maiorca, Palma de Maiorca – Espanha;
2002 – 2007 - Casa do Pego, Sintra – Portugal;
2003 – 2006 - Adega Mayor, Campo Maior – Portugal;
2003 – 2008 - ISQ – Centro de Incubação de Empresas, Tagus Park – Oeiras – Portugal;
2004 – 2009 - Recuperação do Moinho de Papel, Leiria – Portugal;
2005 – 2008 - Adega Quinta do Portal, Celeiros do Douro – Sabrosa – Portugal;
2006 - Museu Mimesis, Paju Book City – Coreia do Sul.

N.º de Visitantes: 5118

 


 

Há só uma Terra

“Há só uma Terra”

Promotor: Município de Cantanhede
Entidade colaboradora: AIPT
Data: 15 de Dezembro de 2008 a 15 de Fevereiro 2009
Local: Museu da Pedra

O Museu da Pedra do Município de Cantanhede, em parceria com a Comissão Nacional da UNESCO e o Comité Português para o Ano Internacional do Planeta Terra, teve patente até dia 15 de Fevereiro de 2009, a exposição “Há só uma Terra”.

Esta exposição inseriu-se nas comemorações do Ano Internacional do Planeta Terra que se assinalaram este ano, de acordo com uma resolução aprovada pela Assembleia-Geral das Nações Unidas. No âmbito da efeméride foram realizadas, um pouco por todo o mundo, diversas acções científicas de carácter lúdico pedagógico que tiveram como principal objectivo demonstrar que existem formas novas e atractivas através das quais as Ciências da Terra podem ajudar as futuras gerações a enfrentar os desafios, de modo a se conseguir um mundo mais seguro e próspero.

A exposição teve como mote “As Ciências da Terra para a Sociedade” e foi coordenada pela Prof. Doutora Helena Henriques, do Departamento de Ciências da Terra e da Vida da Universidade de Coimbra e pela Dr.ª Elizabeth Silva, responsável pelo Sector da Ciência da Comissão Nacional da UNESCO.

Constituída por 24 painéis informativos, 4 vitrinas e dois filmes com conteúdos que promovem a divulgação e aplicação das geociências em vários domínios, esta exposição tentou de uma forma apelativa melhorar o conhecimento acerca de novos recursos naturais e de como torná-los acessíveis de uma forma sustentável; melhorar a compreensão acerca da evolução da vida; aumentar o interesse acerca das Ciências da Terra na sociedade em geral; e encorajar os jovens a estudarem as Ciências da Terra nas Universidades.

N.º de Visitantes: 3764

 

 

Museu da Pedra Exposições 2008

 

Desenho de Rui Horta

Exposição de Desenho de Rui Horta

Promotor: Município de Cantanhede
Data: 4 de Outubro a 7 de Dezembro de 2008
Local: Museu da Pedra

“Brilho” foi o título da exposição de desenhos de Rui Horta que esteve patente ao público no Museu da Pedra de Cantanhede entre os dias de 4 de Outubro e 7 de Dezembro de 2008.

A exposição constituída por quatro séries de desenhos deste artista plástico, todas desenvolvidas nos anos de 2006/07 ao abrigo de um projecto apoiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, no âmbito do seu Programa de Apoio a Projectos de Criação Artística.

Três dessas séries tiveram no Museu da Pedra do Município de Cantanhede a sua primeira apresentação pública, designadamente “Alucinações”, “O Omnipresente” e “Assuntos Trágicos”.

A série denominada “Prova de Água” estivera exposta na Galeria Évora Arte, em Novembro de 2007.

Conforme explica o autor, «na série “Alucinações”, composta por um conjunto de desenhos a tinta-da-china sobre papel, existe sempre uma figura simplificada, que ora omite ora acrescenta partes de corpo, partes de objectos, partes de espaço. Essa figura relaciona-se, aparentemente, com todos esses aspectos, com todas essas possibilidades, sem nunca deixar definido completamente o limite desse imaginário envolvimento.»

Já a série “O Omnipresente” está dividida em dois momentos distintos: tem como ponto de partida a localização do olhar do espectador», ou seja, «pressupõe que para um conjunto de desenhos (outside, visto de fora), onde se observa uma escultura que ocupa um determinado espaço»; no segundo momento (inside, visto de dentro) a composição «é observada como se o espectador a incorporasse, como se fizesse parte integrante da mesma.

Os “Assuntos Trágicos” fazem parte de um exercício mais alargado, correspondem parcialmente ao momento mais abstracto desse exercício.

E adiantou que uma vez mais a linha assume um papel preponderante na definição da composição, ao contrário das séries anteriores não se enunciam figuras ou pré disposições de observação.

Finalmente, sobre “Prova de Água” o artista plástico considera que esta série «é subsidiária da primeira (“Alucinações”), mas por oposição, uma vez que não recorre a uma impressão no papel mas a uma subtracção controlada.

N.º de Visitantes: 3036 

 


 

Corpo e Pedra

Exposição de pintura “Estruturas, Corpo e Pedra”

Promotor: Município de Cantanhede
Data
: 28 de Junho 31 de Agosto de 2008
Local: Museu da Pedra

Exposição de pintura “Estrutura, Corpo e Pedra”, de J. Nelson Ermio, constituída por vinte trabalhos.

Esta exposição esteve unificada em torno de uma abordagem estética e artística que remeteu para o universo das texturas da matéria calcária.

Cada uma das suas obras, de cor e de símbolos indeléveis, sintonizou estados de espírito subjectivos capazes de nos concluir num diálogo aquém e além dos registos de uma linguagem comum.

N.º de Visitantes: 2880 

 


 

4 X Vida na Terra

4 X Vida na Terra

Promotor: Município de Cantanhede
Entidade colaboradora: Museu Nacional de História Natural
Data: 22 de Abril a 22 de Junho - 2008
Local: Museu da Pedra

Esta exposição apresentou-nos aspectos da evolução da História da Vida na Terra que para além do conhecimento transmitido suscitaram uma reflexão sobre a temática das alterações ambientais e das mudanças climatéricas O título da exposição remeteu para a sequência de convulsões profundas, a nível global, dos climas dos sistemas biológicos, e da configuração do planeta, tais como as extinções e o aparecimento de diferentes seres vivos. Também nos demonstrou a capacidade regenerativa do Planeta Terra, que após um grande episódio de extinção consegue reequilibrar-se e gerar novas espécies, mantendo todavia algumas, contribuindo para a diversidade geológica, biológica e ambiental que ainda hoje a Terra apresenta.

N.º de Visitantes: 5074

 


 

A Idade e o Desejo das Pedras

A Idade e O Desejo das Pedras

Promotor: Município de Cantanhede
Data: 16 de Fevereiro a 13 de Abril - 2008
Local: Museu da Pedra

Composta por 17 fotografias de Pedro Inácio, esta mostra revelou-nos não só um olhar particularmente atento sobre o inusitado de composições rochosas que permitiram vislumbrar diferentes tipos de figuras, mas também uma rara sensibilidade para captar as nuances das formas e texturas que lhe deram corpo.

A exposição de fotografia “A Idade e o Desejo das Pedras”, relacionou o tema central do Museu da Pedra com a acção que as forças da natureza exercem sobre o material rochoso, despertando no visitante curiosidade e vontade de vislumbrar contornos que se assemelham a figuras reconhecíveis.

N.º de Visitantes: 2341

 

 

Museu da Pedra Exposições 2007

Exposição “Instalação Projecto Ilhas: Ilhas Comunicantes”

Promotor: Município de Cantanhede

Data: 9 de Dezembro de 2007 a 10 de Fevereiro de 2008

 Local: Museu da Pedra

Filomena Almeida é licenciada desde 2000 em Artes Plásticas pela Escola Superior de Tecnologias, Gestão Arte e Design das Caldas da Rainha. Lecciona desde 2001 na Escola Profissional C.E.P. (Centro de Estudos da Pedra) no Porto e é professora do 5º Grupo no Ensino Secundário desde 1997. Conta no seu curriculum com diversas exposições individuais por todo o país tendo também participado em simpósios e exposições colectivas internacionais.

O trabalho que apresenta em Cantanhede insere-se no contexto de outros projectos expositivos desenvolvidos pela escultora tendo como ponto de partida aquilo a que chama Imaginário Ilha(s) em que alia a imensidão e o isolamento, a diferença e o particular. Aí se inclui a execução de um trabalho de escultura pública no âmbito do V Simpósio Internacional de Escultura da Cidade de Cantanhede, no ano de 2005. Foi nessa circunstância que o primeiro “Banco-ilha”, em calcário, ganhou vida em grande escala.

Aquilo que pode ser visitado no Museu da Pedra consistiu num conjunto de elementos composto por cinco “Bancos-ilha” executados em calcário, desenhos de grande dimensão em grafite e diversos espelhos parabólicos que pretendem gerar interacção entre o espectador e os “Bancos-ilha”. Juntam-se a este cenário duas ilhas esculpidas em pedra d’Ançã que se ligam através de um friso curvo de cantaria já existente. Esta ligação entre ilhas deu o subtítulo à exposição presente na sala de exposições temporárias do Museu da Pedra (não esquecendo o contexto e a importância desta entidade na divulgação e incrementação do uso da pedra de Ançã) e é aí que, para Filomena Almeida, reside a afirmação maior deste projecto: o jogo comunicativo entre diferenças. Tal é afirmado no catálogo que acompanha a exposição e que conta com textos críticos de Paulo Viveiros e Bárbara Guimarães.

N.º de Visitantes: 1868

 


 

Exposição “Os Dinossáurios Regressam a Cantanhede”

Promotor: Município de Cantanhede

Entidade colaboradora: Museu Nacional de História Natural de Lisboa

Data: 22 de Setembro a 25 de Novembro de 2007

Local: Museu da Pedra

“Dinossáurios Regressam a Cantanhede” foi o título da exposição que esteve patente de 22 de Setembro a 25 de Novembro de 2007. O corpo central da mostra foi constituído por réplicas de esqueletos completos de diversos exemplares de dinossáurios, designadamente Allosauros, Velociraptor, Protoceratops,herrerasaurus e plateosaurus. Além destas reproduções expôs-se crânios de Tyrannosaurius rex, Pachycephlosaurus entre outros, bem como ninhos com ovos de diferentes espécies e vários tipos de dentes e garras. Em torno destes elementos representativos surgiram painéis sobre dinossáurios e seus modos de vida, através de imagens.

Tratou-se portanto de uma exposição de assinalável carácter pedagógico, que foi acentuado com o funcionamento de um laboratório de simulação de escavação de dinossáurios e outras actividades lúdico-pedagógicas especialmente orientadas para crianças e jovens.

N.º de Visitantes: 13 510

 


Exposição de escultura – O caos e o outro lado das coisas

Promotor: Município de Cantanhede

Data: 25 de Julho a 14 de Outubro de 2007

Local: Museu da Pedra

Para além do importante acervo representativo de actividades e de elementos patrimoniais relacionados com a sua temática, o Museu da Pedra tem nas suas orientações culturais e pedagógicas uma valência centrada na sensibilização de diferentes públicos relativamente à produção escultórica contemporânea.

Foi nesse âmbito que se inseriu O caos e o outro lado das coisas, exposição de Manuel da Cruz Prada, prestigiado escultor com 25 anos de carreira e também reconhecido como dinamizador de acções de divulgação e valorização desta forma superior de manifestação artística, através da Associação de Escultura e arte Contemporânea, entidade de que foi sócio-fundador e a cuja direcção preside actualmente.

O caos e o outro lado das coisas evidenciou a originalidade criativa do artista plástico para executar obras a partir de materiais tão distintos como o bronze, o granito, o aço carbono e o mármore, em composições de síntese ou de ruptura entre os elementos que as constituem. Esta versatilidade não retirou unidade formal e estética à exposição, antes pareceu apontar para uma abordagem experimentalista na concepção e elaboração de esculturas que produziram grande impacto visual.

Manuel da Cruz Prada trouxe a Cantanhede algumas peças de grande volumetria, imponentes e poderosas, explorando, de modo particularmente bem conseguido, o jogo entre formas geométricas variadas, em contraponto com as Ladies, variações de recorte mais figurativo sobre o corpo feminino, elemento recorrente na obra do escultor.

N.º de Visitantes: 1 170

 



Exposição “O Sol Nunca Visto”

Promotor: Município de Cantanhede

Entidade colaboradora: Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal e o Departamento de Ciências de Tecnologia da Universidade de Coimbra

Data: 18 de Maio a 15 de Julho de 2007

Local: Museu da Pedra

Exposição integrada nas comemorações do Dia Internacional dos Museus e do Ano Internacional do Sol, que decorreu no Museu da Pedra do Município de Cantanhede. Paralelamente decorreu também uma palestra “As Actividades do Observatório Astronómico da Universidade de Coimbra “no âmbito do Dia Internacional do Sol.

Esta exposição resultou do trabalho efectuado no dia 14 de Março de 2007, e que contou com a participação de cerca de duas dezenas cegos e amblíopes. Tratou-se de uma organização conjunta do Museu da Pedra do Município de Cantanhede, do Departamento de Ciências da Terra da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra e da Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO), tendo por objectivo promover o acesso dos invisuais aos bens e valores da cultura, garantindo aos cidadãos com deficiência igualdade de oportunidades neste domínio. Este último aspecto é particularmente significativo pois 2007 foi o ano em que se comemorou o Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos - Para uma Sociedade Justa.

N.º de Visitantes: 3 687

 

 



 

Exposição “O Brinquedo através dos Tempos”

Promotor: Município de Cantanhede

Entidade colaboradora: Museu do Brinquedo de Sintra

Data: 10 de Fevereiro a 15 de Maio de 2007

Local: Museu da Pedra

Os brinquedos presentes nesta exposição fazem parte do espólio do Museu do Brinquedo de Sintra, e nela puderam apreciar-se brinquedos de várias épocas, desde os finais do século passado até aos nossos dias, procurando-se exemplificar os vários tipos de brinquedos e materiais representativos de diferentes épocas.

Assim, estiveram patentes ao público brinquedos em madeira, porcelana, lata e ferro do final do século XIX e início do século XX; brinquedos em pasta de papel, dos anos 20 a 50; brinquedos em celulóide, material usado nos anos 30 a 50 e brinquedos em plástico, material usado a partir dos anos 50, entre outros tipos.

Quanto aos países de origem a variedade é muito grande, e encontramos brinquedos de Portugal, França, Inglaterra, Alemanha, Espanha, Estados Unidos da América e Japão, mas encontramos também brinquedos artesanais, fabricados pelas crianças para as suas próprias brincadeiras, oriundos do Brasil e de vários países africanos.

Esta exposição foi composta por centenas de brinquedos que divertiram e encantaram os nossos pais e avós, e que retrataram e possibilitaram conhecer um pouco da nossa história.

N.º de Visitantes: 6 732

 

 

Museu da Pedra Exposições 2002

 

            

Exposição de João Cutileiro

A sala de exposições temporárias foi "inaugurada" com a exposição de João Cutileiro, intitulada “Trabalhos em curso: 1951/2001, Esculturas em Pedra”.

João Cutileiro é, no actual panorama da escultura portuguesa, um caso de indiscutível modernidade e de heroísmo profissional.

A capacidade de criar estruturas de trabalho e apoio tecnológico necessárias à actividade de escultura, é em João Cutileiro algo que deve ser considerado raro, senão único.

Escultor do erótico e do feminino, a obra do Mestre Cutileiro cifra-se em milhares de peças, pois que a sua capacidade de produção situa o artista fora de quaisquer possíveis termos de comparação com casos portugueses, e o seu poder de realização transforma-o quase em instituição.

Com João Cutileiro abriu-se uma nova era à escultura portuguesa, veículo motor da pertinência cultural e museológica que a mostra desta exposição representa para o município de Cantanhede.

Esta exposição revelou a antologia da obra do mestre escultor desde 1951, data em que realizou a sua primeira peça em pedra totalmente à mão, até 2001, com as suas mais recentes obras, esculpidas pela primeira vez com o calcário desta região. Nestes 50 anos são mostrados os mais significativos
trabalhos que demostram a evolução do artista desde as 1.ªs peças realizadas manualmente, à introdução e apropriação da máquina enquanto instrumento indispensável de trabalho.

A exposição contou com 25 esculturas em pedra, de feitio e formas muito variadas: torsos, guerreiros, meninas, flores, frutos, pássaros, esculturas bífidas, baixos relevos, recortes e mosaicos.

A temática central do museu – a pedra – foi abordada de forma inovadora, e sob a perspectiva da revolução tecnológica que João Cutileiro deixou inscrita na história da arte em Portugal: a utilização da máquina no labor da pedra e a exaltação da matéria no seu esplendor natural, quer luminoso, quer cromático, quer plástico.

Atendendo aos objectivos propostos e ao teor da exposição, este projecto atingiu um grande impacto social, não só junto dos munícipes do concelho de Cantanhede, mas no vasto público que visitou o Museu da Pedra e usufruiu de todas as iniciativas que se propõem, cujo âmbito territorial ultrapassou largamente o concelho de Cantanhede e sua região.
Dado o carácter pedagógico de que a exposição se revestiu a mesma contribuiu largamente para atrair ao Museu os interessados pela prática artística contemporânea, bem como uma larga camada de população em idade escolar que através desta mostra antológica tomou contacto com a orientação estética deste mestre, a quem se deve a grande viragem da escultura portuguesa.

A exposição decorreu até ao dia 25 de Fevereiro de 2002.