Museu da Pedra Exposições 2011
Exposição de Escultura Contemporânea
de Carlos Andrade
Promotor: Município de
Cantanhede
Data: 7 de Maio a 11de Setembro de 2011
Local: Museu da Pedra
Resumo do Evento: “Caçadoras ou
Bailarinas?” é o tema da exposição de escultura que Carlos Andrade
apresenta no Museu da Pedra do Município de Cantanhede desde o passado
dia 7 de Maio.
Na inauguração, o Vereador da Cultura, Pedro
Cardoso, agradeceu ao escultor o facto de se ter dignado «colaborar com
o Município de Cantanhede a cumprir a sua função cultural e pedagógica
de dar a conhecer diferentes tendências da escultura contemporânea,
neste caso com as cerca de três dezenas de esculturas, seis delas de
exterior, executadas principalmente em mármore de Estremoz».
Referindo-se ao seu trabalho, Carlos Andrade explicou que «a raiz da
exposição reside num conjunto de figuras de arte rupestre da gruta de
Valltorta, em Espanha, nas quais aparecem caçadores em movimento
concebidos de forma estilizada e enérgica.
Segundo o escultor,
na sua obra é recorrente «a dimensão simbólica dessas figuras, pois
acredito que a nossa memória genética nos dá acesso a determinadas
linguagens que permanecem em atitudes e outras formas de expressão a que
recorremos no dia-a-dia. De certa forma, o que este projecto artístico
pretende abordar, são as ligações não perceptíveis do nosso primitivismo
com o animal humano que somos hoje», concluiu.
N.º de
Visitantes:
“Uma Viagem ao Jurássico”
Promotor: Município de Cantanhede
Entidade
colaboradora: Museu Nacional de História Natural
Data: 30
de Abril de 2011
Local: Museu da Pedra
Resumo do
Evento: No ano de 2010 comemorou-se o Ano Internacional da
Biodiversidade. A biodiversidade engloba a variedade de genes, espécies
e ecossistemas que constituem a vida no planeta. Actualmente assiste-se
a uma perda constante deste conjunto, com extinções e destruições com
profundas consequências para o mundo natural.
As principais causas são as alterações nos habitats naturais,
resultantes dos sistemas intensivos de exploração dos recursos naturais
do nosso planeta. Consciente desta realidade, o Museu da Pedra do
Município de Cantanhede organizou uma exposição que apresenta 4 quadros
fundamentais para a compreensão desta região à época do Jurássico:
1- Jurássico na História da Terra;
2- Jurássico de Cantanhede;
3- Mar Jurássico (paisagem do fundo marinho com imagens de espécies
existentes na altura tais como ictiossáurios e outros répteis marinhos,
peixes holósteos, amonites e belemnites);
4 - Paisagem Jurássica (paisagem de floresta com imagens de espécies
existentes na altura tais como dinossáurios, pterossáurios, mamíferos,
crocodilos, insectos, e vegetação típica);
N.º de Visitantes:
6.429
Museu da Pedra Exposições 2010

Calcários Cromáticos
Promotor: Município de Cantanhede
Entidade colaboradora: Centro Interenacional de Escultura
Data: 30 de Abril de 2010
Local: Museu da Pedra
Os alunos do 12º A/B do Curso de Artes Visuais da
Escola Secundária de Cantanhede marcaram presença na inauguração da
exposição de escultura Calcários Cromáticos, que esteve patente ao público
no Museu da Pedra, desde o passado dia 30 de Abril. Organizada pelo
Município de Cantanhede, em parceria com o Centro Internacional de
Escultura, esta colectiva insere-se na programação do Museu da Pedra,
tendo como objectivo divulgar a escultura portuguesa e os valores que
nela predominam.
Na sessão de inauguração o Vereador da Cultura,
Pedro Cardoso, foi o anfitrião de alguns dos escultores representados na
exposição, designadamente Moisés Preto Paulo, Director do Centro
Internacional de Escultura (CIE), Beatriz Cunha e Nicolau Campos, os
quais, no decurso da sessão, explicaram aos alunos do 12º A/B do Curso
de Artes Visuais da Escola Secundária de Cantanhede aspectos técnicos e
artísticos dos trabalhos expostos e da sua obra.
A este propósito,
Pedro Cardoso agradeceu a presença dos artistas e sublinhou “a vertente
pedagógica da programação dos equipamentos culturais do Município, neste
caso do Museu da Pedra, que sempre que possível faculta ao público
acções educativas como esta que aqui decorre hoje. Trata-se de mais uma
oportunidade para obterem pistas de reflexão sobre o processo criativo e
conhecerem de perto algumas orientações estéticas da escultura
contemporânea, o que, naturalmente, é sempre uma experiência
enriquecedora sobretudo para quem, como vocês, estuda artes”.
Calcários Cromáticos é constituída por duas dezenas de esculturas de
interior e de jardim, executadas por nove artistas do CIE, entidade
sediada em Odrinhas, Sintra, e à qual estão associados prestigiados
artistas plásticos nacionais e internacionais.
Os trabalhos em exposição
abordam temáticas diversas, privilegiando a utilização de um vasto leque
de rochas portuguesas, desde brechas aos diferentes tipos de mármores,
tendo como elemento comum o facto de apresentarem algumas afinidades com
a conhecida Pedra de Ançã originária da região de Cantanhede.
No
decurso da visita guiada os artistas presentes explicaram aos jovens
estudantes o seu processo criativo e outras questões relacionadas com o
seu trabalho artístico, acção pedagógica que se insere nos objectivos
que o Centro Internacional de Escultura sempre inscreve nas actividades
regulares que desenvolve.
No âmbito
do projecto Sobre Esta Pedra
Escrevo estiveram expostos no Museu da Pedra, trabalhos de
escultura que os mesmos jovens alunos, do 12º A/B do Curso de Artes
Visuais da Escola Secundária de Cantanhede, juntamente com
Calcários Cromáticos.
N.º de Visitantes:
6236

“Galileu e Eu…”
Promotor:
Município de Cantanhede
Entidade colaboradora: Sociedade
Portuguesa de Astronomia e a Associação Astro Emir.
Data: 13
de Fevereiro de 2010
Local: Museu da Pedra
Cerca de 250 pessoas participaram, no dia 13 de Fevereiro,
na inauguração da exposição “Galileu e Eu…”, uma parceria entre esta
instituição museológica, a Sociedade Portuguesa de Astronomia e a
Associação Astro Emir.
A exposição inseriu-se nas comemorações do
Ano Internacional da Astronomia, que se assinalou em 2009, 400 anos após
Galileu ter utilizado pela primeira vez o telescópio para efectuar
observações astronómicas que vieram a revolucionar o conhecimento sobre
o Universo.
No âmbito desta efeméride foram realizadas, um pouco
por todo o mundo, diversas acções científicas de carácter lúdico
pedagógico que tiveram como principal intuito a celebração global da
astronomia e da sua contribuição para a sociedade e para a cultura,
estimulando o interesse a nível mundial não só nesta disciplina
científica, mas na ciência em geral, especialmente nos jovens.
A
exposição “Galileu e Eu…” teve como objectivos estimular o interesse
pela astronomia e pela ciência, a nível local e permitir aos alunos dos
diversos graus de ensino, e ao público em geral, a possibilidade de
aprenderem noções básicas de astronomia e associarem-se às comemorações
do Ano Internacional de Astronomia.
A exposição foi dirigida
essencialmente ao público escolar e foi constituída por 7 painéis
informativos com fotografias e conteúdos relacionados com a astronomia
em vários domínios, numa tentativa de melhorar o conhecimento acerca do
cosmos e especificamente do Planeta Terra, miniaturas de astronáutica e
de foguetões com representações de elementos que integraram o Space Camp
da NASA nos Estados Unidos e outros veículos usados na exploração do
espaço, e materiais diversos relacionados com a astronomia numa
apresentação de conteúdos simples e acessível a todos os que visitaram o
Museu da Pedra do Município de Cantanhede.
Mas a grande atracção
desta exposição foi, sem dúvida, o planetário digital instalado numa das
salas desta instituição museológica. Tratou-se de um equipamento móvel
que permitiu fazer a observação dos astros e dos seus movimentos de uma
forma fácil e divertida.
Os visitantes da exposição poderam, desta
forma, assistir a viagens educativas sobre o início do Universo, a
formação de todo o sistema solar e sobre a forma como se imagina que
tudo irá terminar daqui a muitos anos. Foi também possível realizar um
passeio a Marte, a bordo dos Rovers, veículos exploradores deste planeta,
aprender como funcionam e quais as grandes descobertas que já fizeram na
superfície deste planeta do sistema solar.
N.º de Visitantes:
3672
Museu da Pedra Exposições 2009

Exposição Deuses sem Nome
Promotor: Município de
Cantanhede
Entidade colaboradora: Museu Nacional de
Arqueologia
Data: 24 de Outubro de 2009 a 7 de Fevereiro 2010
Local: Museu da Pedra
A Exposição”Deuses sem Nome”
apresentou alguns dos exemplos paradigmáticos da representação da figura
da divindade desde a época da Pré – História até á Idade Moderna,
exprimindo a relação do Homem com o Divino, através de representações
que são possíveis de encontrar em toda a bacia do Mediterrâneo.
Foi para conhecer um pouco melhor deste mundo fascinante da
religiosidade e da sua representação artística que se organizou a
exposição Deuses sem Nome, que abarcou um período temporal que se
estendeu desde as sociedades caçadoras-recolectoras, se afirmou com a
prática da agricultura e da pastorícia, com a consequente
sedentarização, e que influenciou decisiva e profundamente as
conceptualizações e representações religiosas da época histórica
Organizada pelo Município de Cantanhede em parceria com o Museu Nacional
de Arqueologia, esta exposição apresentou por painéis fotográficos e
informativos, várias peças e diversos materiais recolhidos em escavações
efectuadas junto de importantes sítios arqueológicos.
N.º de
Visitantes: 7116

Exposição “Impressões do Oriente" – de Eça de Queirós a Leite de
Vasconcelos
Promotor: Município de Cantanhede
Entidade colaboradora: Museu Nacional de Arqueologia
Data:
27 de Junho a 13 de Setembro 2009
Local: Museu da Pedra
Esteve patente no Museu da Pedra do Município de Cantanhede a
exposição “Impressões do Oriente – de Eça de Queirós a Leite de
Vasconcelos”.
Organizada pelo Museu Nacional de Arqueologia, em
parceria com o Município de Cantanhede, esta exposição retratou parte de
um notável conjunto de fotografias dos sécs. XIX e inícios do séc. XX,
pertencentes às colecções da DDF-IMC, centradas na temática da
fotografia como documento de viagem de estudo ao Próximo Oriente e
Egipto.
Duas figuras maiores da cultura portuguesa foram
simultaneamente evocadas, dada a relação privilegiada que mantiveram com
esses dois lugares míticos: Eça de Queirós que assistiu à inauguração do
Canal de Suez em 1869, e José Leite de Vasconcelos, que participou no
Congresso de Arqueologia do Cairo em 1909.
Para as contextualizar
foram seleccionados dois conjuntos de peças adquiridas por JLV – um,
proveniente das suas deslocações ao Egipto, outro, adquiridas em
idêntica situação, nas suas deslocações pela Ásia Antiga. Deste modo a
exposição, reflectindo essa duplicidade foi organizada em dois núcleos:
o do Egipto e o do Próximo Oriente.
Nº de Visitantes: 4250

Exposição “Álvaro Siza – Obra, Vontades e Desenhos”
Promotor: Município de Cantanhede
Entidade colaboradora:
Casa da Arquitectura
Data: 7 de Março a 7 de Junho - 2009
Local: Museu da Pedra
A exposição apresentou um núcleo de
doze obras recentes do arquitecto, com o apoio de esquiços, desenhos,
fotografias e maquetas, integrando ainda peças de design e outros
trabalhos relevantes.
Para além do valor intrínseco dos
trabalhos que estiveram expostos, a importância da exposição Álvaro Siza
"Obra, Vontades e Desenhos" residiu também na função educativa inerente
a esta oportunidade de apreciar e contextualizar a singularidade de
soluções arquitectónicas com o traço distintivo de um arquitecto
reconhecido e aclamado internacionalmente, Álvaro Siza "Obra, Vontades e
Desenhos" esteve patente ao público no Museu da Pedra até 7 de Junho de
2009, apresentou os seguintes projectos de arquitectura:
1995 –
2008 - Museu de Arquitectura – Fundação Insel Hombroich, Hombroich –
Dusseldorf – Alemanha.
1997 – 2005 - Estação do Metro São Bento,
Porto – Portugal
1998 – 2008 - Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre –
Brasil;
2000 – 2007 - Pavilhão Multiusos de Gondomar, Gondomar –
Portugal;
2001 – 2007 - Biblioteca Municipal de Viana do Castelo,
Viana do Castelo – Portugal;
2002 – 2007 - Casa em Maiorca, Palma de
Maiorca – Espanha;
2002 – 2007 - Casa do Pego, Sintra – Portugal;
2003 – 2006 - Adega Mayor, Campo Maior – Portugal;
2003 – 2008 - ISQ
– Centro de Incubação de Empresas, Tagus Park – Oeiras – Portugal;
2004 – 2009 - Recuperação do Moinho de Papel, Leiria – Portugal;
2005
– 2008 - Adega Quinta do Portal, Celeiros do Douro – Sabrosa – Portugal;
2006 - Museu Mimesis, Paju Book City – Coreia do Sul.
N.º de
Visitantes: 5118

“Há só uma Terra”
Promotor: Município de Cantanhede
Entidade colaboradora: AIPT
Data: 15 de Dezembro de
2008 a 15 de Fevereiro 2009
Local: Museu da Pedra
O
Museu da Pedra do Município de Cantanhede, em parceria com a Comissão
Nacional da UNESCO e o Comité Português para o Ano Internacional do
Planeta Terra, teve patente até dia 15 de Fevereiro de 2009, a exposição
“Há só uma Terra”.
Esta exposição inseriu-se nas comemorações do
Ano Internacional do Planeta Terra que se assinalaram este ano, de
acordo com uma resolução aprovada pela Assembleia-Geral das Nações
Unidas. No âmbito da efeméride foram realizadas, um pouco por todo o
mundo, diversas acções científicas de carácter lúdico pedagógico que
tiveram como principal objectivo demonstrar que existem formas novas e
atractivas através das quais as Ciências da Terra podem ajudar as
futuras gerações a enfrentar os desafios, de modo a se conseguir um
mundo mais seguro e próspero.
A exposição teve como mote “As
Ciências da Terra para a Sociedade” e foi coordenada pela Prof. Doutora
Helena Henriques, do Departamento de Ciências da Terra e da Vida da
Universidade de Coimbra e pela Dr.ª Elizabeth Silva, responsável pelo
Sector da Ciência da Comissão Nacional da UNESCO.
Constituída
por 24 painéis informativos, 4 vitrinas e dois filmes com conteúdos que
promovem a divulgação e aplicação das geociências em vários domínios,
esta exposição tentou de uma forma apelativa melhorar o conhecimento
acerca de novos recursos naturais e de como torná-los acessíveis de uma
forma sustentável; melhorar a compreensão acerca da evolução da vida;
aumentar o interesse acerca das Ciências da Terra na sociedade em geral;
e encorajar os jovens a estudarem as Ciências da Terra nas
Universidades.
N.º de Visitantes: 3764
Museu da Pedra Exposições 2008

Exposição de Desenho de Rui Horta
Promotor: Município de Cantanhede
Data: 4 de Outubro a 7
de Dezembro de 2008
Local: Museu da Pedra
“Brilho” foi
o título da exposição de desenhos de Rui Horta que esteve patente ao
público no Museu da Pedra de Cantanhede entre os dias de 4 de Outubro e
7 de Dezembro de 2008.
A exposição constituída por quatro séries
de desenhos deste artista plástico, todas desenvolvidas nos anos de
2006/07 ao abrigo de um projecto apoiado pela Fundação Calouste
Gulbenkian, no âmbito do seu Programa de Apoio a Projectos de Criação
Artística.
Três dessas séries tiveram no Museu da Pedra do
Município de Cantanhede a sua primeira apresentação pública,
designadamente “Alucinações”, “O Omnipresente” e “Assuntos Trágicos”.
A série denominada “Prova de Água” estivera exposta na Galeria
Évora Arte, em Novembro de 2007.
Conforme explica o autor, «na
série “Alucinações”, composta por um conjunto de desenhos a
tinta-da-china sobre papel, existe sempre uma figura simplificada, que
ora omite ora acrescenta partes de corpo, partes de objectos, partes de
espaço. Essa figura relaciona-se, aparentemente, com todos esses
aspectos, com todas essas possibilidades, sem nunca deixar definido
completamente o limite desse imaginário envolvimento.»
Já a série
“O Omnipresente” está dividida em dois momentos distintos: tem como
ponto de partida a localização do olhar do espectador», ou seja,
«pressupõe que para um conjunto de desenhos (outside, visto de fora),
onde se observa uma escultura que ocupa um determinado espaço»; no
segundo momento (inside, visto de dentro) a composição «é observada como
se o espectador a incorporasse, como se fizesse parte integrante da
mesma.
Os “Assuntos Trágicos” fazem parte de um exercício mais
alargado, correspondem parcialmente ao momento mais abstracto desse
exercício.
E adiantou que uma vez mais a linha assume um papel
preponderante na definição da composição, ao contrário das séries
anteriores não se enunciam figuras ou pré disposições de observação.
Finalmente, sobre “Prova de Água” o artista plástico considera que
esta série «é subsidiária da primeira (“Alucinações”), mas por oposição,
uma vez que não recorre a uma impressão no papel mas a uma subtracção
controlada.
N.º de Visitantes: 3036

Exposição de pintura “Estruturas, Corpo e Pedra”
Promotor: Município de Cantanhede
Data: 28 de Junho
31 de Agosto de 2008
Local: Museu da Pedra
Exposição de
pintura “Estrutura, Corpo e Pedra”, de J. Nelson Ermio, constituída por
vinte trabalhos.
Esta exposição esteve unificada em torno de uma
abordagem estética e artística que remeteu para o universo das texturas
da matéria calcária.
Cada uma das suas obras, de cor e de
símbolos indeléveis, sintonizou estados de espírito subjectivos capazes
de nos concluir num diálogo aquém e além dos registos de uma linguagem
comum.
N.º de Visitantes: 2880

4 X Vida na Terra
Promotor:
Município de Cantanhede
Entidade colaboradora: Museu Nacional
de História Natural
Data: 22 de Abril a 22 de Junho - 2008
Local: Museu da Pedra
Esta exposição apresentou-nos
aspectos da evolução da História da Vida na Terra que para além do
conhecimento transmitido suscitaram uma reflexão sobre a temática das
alterações ambientais e das mudanças climatéricas O título da exposição
remeteu para a sequência de convulsões profundas, a nível global, dos
climas dos sistemas biológicos, e da configuração do planeta, tais como
as extinções e o aparecimento de diferentes seres vivos. Também nos
demonstrou a capacidade regenerativa do Planeta Terra, que após um
grande episódio de extinção consegue reequilibrar-se e gerar novas
espécies, mantendo todavia algumas, contribuindo para a diversidade
geológica, biológica e ambiental que ainda hoje a Terra apresenta.
N.º de Visitantes: 5074

A Idade e O Desejo das Pedras
Promotor: Município de Cantanhede
Data: 16 de Fevereiro a
13 de Abril - 2008
Local: Museu da Pedra
Composta por
17 fotografias de Pedro Inácio, esta mostra revelou-nos não só um olhar
particularmente atento sobre o inusitado de composições rochosas que
permitiram vislumbrar diferentes tipos de figuras, mas também uma rara
sensibilidade para captar as nuances das formas e texturas que lhe deram
corpo.
A exposição de fotografia “A Idade e o Desejo das Pedras”,
relacionou o tema central do Museu da Pedra com a acção que as forças da
natureza exercem sobre o material rochoso, despertando no visitante
curiosidade e vontade de vislumbrar contornos que se assemelham a
figuras reconhecíveis.
N.º de Visitantes: 2341
Museu da Pedra Exposições 2007

Exposição “Instalação Projecto Ilhas: Ilhas
Comunicantes”
Promotor: Município de Cantanhede
Data:
9 de
Dezembro de 2007 a 10 de Fevereiro de 2008
Local: Museu da Pedra
Filomena Almeida é
licenciada desde 2000 em Artes Plásticas pela Escola Superior de
Tecnologias, Gestão Arte e Design das Caldas da Rainha. Lecciona desde
2001 na Escola Profissional C.E.P. (Centro de Estudos da Pedra) no Porto
e é professora do 5º Grupo no Ensino Secundário desde 1997. Conta no seu
curriculum com diversas exposições individuais por todo o país
tendo também participado em simpósios e exposições colectivas
internacionais.
O trabalho que apresenta
em Cantanhede insere-se no contexto de outros projectos expositivos
desenvolvidos pela escultora tendo como ponto de partida aquilo a que
chama Imaginário Ilha(s) em que alia a imensidão e o isolamento,
a diferença e o particular. Aí se inclui a execução de um trabalho de
escultura pública no âmbito do V Simpósio Internacional de Escultura
da Cidade de Cantanhede, no ano de 2005. Foi nessa circunstância que
o primeiro “Banco-ilha”, em calcário, ganhou vida em grande escala.
Aquilo que pode ser
visitado no Museu da Pedra consistiu num conjunto de elementos composto
por cinco “Bancos-ilha” executados em calcário, desenhos de grande
dimensão em grafite e diversos espelhos parabólicos que pretendem gerar
interacção entre o espectador e os “Bancos-ilha”. Juntam-se a este
cenário duas ilhas esculpidas em pedra d’Ançã que se ligam através de um
friso curvo de cantaria já existente. Esta ligação entre ilhas deu o
subtítulo à exposição presente na sala de exposições temporárias do
Museu da Pedra (não esquecendo o contexto e a importância desta entidade
na divulgação e incrementação do uso da pedra de Ançã) e é aí que, para
Filomena Almeida, reside a afirmação maior deste projecto: o jogo
comunicativo entre diferenças. Tal é afirmado no catálogo que acompanha
a exposição e que conta com textos críticos de Paulo Viveiros e Bárbara
Guimarães.
N.º de Visitantes:
1868

Exposição “Os Dinossáurios Regressam a
Cantanhede”
Promotor: Município de Cantanhede
Entidade colaboradora: Museu Nacional de História Natural de
Lisboa
Data: 22 de Setembro a 25 de Novembro de
2007
Local: Museu da Pedra
“Dinossáurios Regressam a Cantanhede” foi o título da exposição que
esteve patente de 22 de Setembro a 25 de Novembro de 2007. O corpo
central da mostra foi constituído por réplicas de esqueletos completos
de diversos exemplares de dinossáurios, designadamente Allosauros,
Velociraptor, Protoceratops,herrerasaurus e plateosaurus. Além destas
reproduções expôs-se crânios de Tyrannosaurius rex, Pachycephlosaurus
entre outros, bem como ninhos com ovos de diferentes espécies e vários
tipos de dentes e garras. Em torno destes elementos representativos
surgiram painéis sobre dinossáurios e seus modos de vida, através de
imagens.
Tratou-se portanto de uma exposição de assinalável carácter pedagógico,
que foi acentuado com o funcionamento de um laboratório de simulação de
escavação de dinossáurios e outras actividades lúdico-pedagógicas
especialmente orientadas para crianças e jovens.
N.º de Visitantes:
13
510

Exposição de escultura – O caos e o outro lado
das coisas
Promotor: Município de Cantanhede
Data: 25 de Julho a 14 de Outubro de 2007
Local: Museu da Pedra
Para
além do importante acervo representativo de actividades e de elementos
patrimoniais relacionados com a sua temática, o Museu da Pedra tem nas
suas orientações culturais e pedagógicas uma valência centrada na
sensibilização de diferentes públicos relativamente à produção
escultórica contemporânea.
Foi
nesse âmbito que se inseriu O caos e o outro lado das coisas,
exposição de Manuel da Cruz Prada, prestigiado escultor com 25 anos de
carreira e também reconhecido como dinamizador de acções de divulgação e
valorização desta forma superior de manifestação artística, através da
Associação de Escultura e arte Contemporânea, entidade de que foi
sócio-fundador e a cuja direcção preside actualmente.
O
caos e o outro lado
das coisas evidenciou a originalidade criativa do artista plástico para
executar obras a partir de materiais tão distintos como o bronze, o
granito, o aço carbono e o mármore, em composições de síntese ou de
ruptura entre os elementos que as constituem. Esta versatilidade não
retirou unidade formal e estética à exposição, antes pareceu apontar
para uma abordagem experimentalista na concepção e elaboração de
esculturas que produziram grande impacto visual.
Manuel da Cruz Prada trouxe a Cantanhede algumas peças de grande
volumetria, imponentes e poderosas, explorando, de modo particularmente
bem conseguido, o jogo entre formas geométricas variadas, em contraponto
com as Ladies, variações de recorte mais figurativo sobre o corpo
feminino, elemento recorrente na obra do escultor.
N.º de Visitantes:
1 170

Exposição “O Sol Nunca Visto”
Promotor: Município de Cantanhede
Entidade colaboradora: Associação de Cegos e Amblíopes de
Portugal e o Departamento de Ciências de Tecnologia da Universidade de
Coimbra
Data: 18 de Maio a 15 de Julho de 2007
Local: Museu da Pedra
Exposição integrada nas
comemorações do Dia Internacional dos Museus e do Ano Internacional do
Sol, que decorreu no Museu da Pedra do Município de Cantanhede.
Paralelamente
decorreu também uma palestra “As Actividades do Observatório Astronómico
da Universidade de Coimbra “no âmbito do Dia Internacional do Sol.
Esta
exposição resultou do trabalho efectuado no dia 14 de Março de 2007, e
que contou com a participação de cerca de duas dezenas cegos e amblíopes.
Tratou-se de uma organização conjunta do Museu da Pedra do Município de
Cantanhede, do Departamento de Ciências da Terra da Faculdade de
Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra e da Associação de
Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO), tendo por objectivo promover o
acesso dos invisuais aos bens e valores da cultura, garantindo aos
cidadãos com deficiência igualdade de oportunidades neste domínio. Este
último aspecto é particularmente significativo pois 2007 foi o ano em
que se comemorou o Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para
Todos - Para uma Sociedade Justa.
N.º de Visitantes:
3 687

Exposição “O Brinquedo através dos Tempos”
Promotor: Município de Cantanhede
Entidade colaboradora: Museu do Brinquedo de
Sintra
Data: 10 de Fevereiro a 15 de Maio de 2007
Local: Museu da Pedra
Os brinquedos presentes
nesta exposição fazem parte do espólio do Museu do Brinquedo de Sintra,
e nela puderam apreciar-se brinquedos de várias épocas, desde os finais
do século passado até aos nossos dias, procurando-se exemplificar os
vários tipos de brinquedos e materiais representativos de diferentes
épocas.
Assim, estiveram patentes
ao público brinquedos em madeira, porcelana, lata e ferro do final do
século XIX e início do século XX; brinquedos em pasta de papel, dos anos
20 a 50; brinquedos em celulóide, material usado nos anos 30 a 50 e
brinquedos em plástico, material usado a partir dos anos 50, entre
outros tipos.
Quanto aos países de origem a variedade é muito grande, e
encontramos brinquedos de Portugal, França, Inglaterra, Alemanha,
Espanha, Estados Unidos da América e Japão, mas encontramos também
brinquedos artesanais, fabricados pelas crianças para as suas próprias
brincadeiras, oriundos do Brasil e de vários países africanos.
Esta exposição foi composta
por centenas de brinquedos que divertiram e encantaram os nossos pais e
avós, e que retrataram e possibilitaram conhecer um pouco da nossa
história.
N.º de Visitantes: 6 732
Museu da Pedra Exposições 2002

Exposição de João Cutileiro
A sala de exposições temporárias foi "inaugurada"
com a exposição de João Cutileiro, intitulada “Trabalhos
em curso: 1951/2001, Esculturas em Pedra”.
João Cutileiro é, no actual panorama da
escultura portuguesa, um caso de indiscutível modernidade e de
heroísmo profissional.
A capacidade de criar estruturas de trabalho e apoio
tecnológico necessárias à actividade de escultura,
é em João Cutileiro algo que deve ser considerado raro,
senão único.
Escultor do erótico e do feminino, a obra do Mestre
Cutileiro cifra-se em milhares de peças, pois que a sua capacidade
de produção situa o artista fora de quaisquer possíveis
termos de comparação com casos portugueses, e o seu poder
de realização transforma-o quase em instituição.
Com João Cutileiro abriu-se uma nova era à
escultura portuguesa, veículo motor da pertinência cultural
e museológica que a mostra desta exposição representa
para o município de Cantanhede.
Esta exposição revelou a antologia da obra
do mestre escultor desde 1951, data em que realizou a sua primeira peça
em pedra totalmente à mão, até 2001, com as suas
mais recentes obras, esculpidas pela primeira vez com o calcário
desta região. Nestes 50 anos são mostrados os mais significativos
trabalhos que demostram a evolução do artista desde as 1.ªs
peças realizadas manualmente, à introdução
e apropriação da máquina enquanto instrumento indispensável
de trabalho.
A exposição contou com 25 esculturas em
pedra, de feitio e formas muito variadas: torsos, guerreiros, meninas,
flores, frutos, pássaros, esculturas bífidas, baixos relevos,
recortes e mosaicos.
A temática central do museu – a pedra –
foi abordada de forma inovadora, e sob a perspectiva da revolução
tecnológica que João Cutileiro deixou inscrita na história
da arte em Portugal: a utilização da máquina no labor
da pedra e a exaltação da matéria no seu esplendor
natural, quer luminoso, quer cromático, quer plástico.
Atendendo aos objectivos propostos e ao teor da exposição,
este projecto atingiu um grande impacto social, não só junto
dos munícipes do concelho de Cantanhede, mas no vasto público
que visitou o Museu da Pedra e usufruiu de todas as iniciativas que se
propõem, cujo âmbito territorial ultrapassou largamente o
concelho de Cantanhede e sua região.
Dado o carácter pedagógico de que a exposição
se revestiu a mesma contribuiu largamente para atrair ao Museu os interessados
pela prática artística contemporânea, bem como uma
larga camada de população em idade escolar que através
desta mostra antológica tomou contacto com a orientação
estética deste mestre, a quem se deve a grande viragem da escultura
portuguesa.
A exposição decorreu até ao dia
25 de Fevereiro de 2002.