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Exposição “Instalação Projecto Ilhas: Ilhas Comunicantes”

Promotor: Município de Cantanhede

Data: 9 de Dezembro de 2007 a 10 de Fevereiro de 2008

 Local: Museu da Pedra

Filomena Almeida é licenciada desde 2000 em Artes Plásticas pela Escola Superior de Tecnologias, Gestão Arte e Design das Caldas da Rainha. Lecciona desde 2001 na Escola Profissional C.E.P. (Centro de Estudos da Pedra) no Porto e é professora do 5º Grupo no Ensino Secundário desde 1997. Conta no seu curriculum com diversas exposições individuais por todo o país tendo também participado em simpósios e exposições colectivas internacionais.

O trabalho que apresenta em Cantanhede insere-se no contexto de outros projectos expositivos desenvolvidos pela escultora tendo como ponto de partida aquilo a que chama Imaginário Ilha(s) em que alia a imensidão e o isolamento, a diferença e o particular. Aí se inclui a execução de um trabalho de escultura pública no âmbito do V Simpósio Internacional de Escultura da Cidade de Cantanhede, no ano de 2005. Foi nessa circunstância que o primeiro “Banco-ilha”, em calcário, ganhou vida em grande escala.

Aquilo que pode ser visitado no Museu da Pedra consistiu num conjunto de elementos composto por cinco “Bancos-ilha” executados em calcário, desenhos de grande dimensão em grafite e diversos espelhos parabólicos que pretendem gerar interacção entre o espectador e os “Bancos-ilha”. Juntam-se a este cenário duas ilhas esculpidas em pedra d’Ançã que se ligam através de um friso curvo de cantaria já existente. Esta ligação entre ilhas deu o subtítulo à exposição presente na sala de exposições temporárias do Museu da Pedra (não esquecendo o contexto e a importância desta entidade na divulgação e incrementação do uso da pedra de Ançã) e é aí que, para Filomena Almeida, reside a afirmação maior deste projecto: o jogo comunicativo entre diferenças. Tal é afirmado no catálogo que acompanha a exposição e que conta com textos críticos de Paulo Viveiros e Bárbara Guimarães.

N.º de Visitantes: 1868

 


 

Exposição “Os Dinossáurios Regressam a Cantanhede”

Promotor: Município de Cantanhede

Entidade colaboradora: Museu Nacional de História Natural de Lisboa

Data: 22 de Setembro a 25 de Novembro de 2007

Local: Museu da Pedra

“Dinossáurios Regressam a Cantanhede” foi o título da exposição que esteve patente de 22 de Setembro a 25 de Novembro de 2007. O corpo central da mostra foi constituído por réplicas de esqueletos completos de diversos exemplares de dinossáurios, designadamente Allosauros, Velociraptor, Protoceratops,herrerasaurus e plateosaurus. Além destas reproduções expôs-se crânios de Tyrannosaurius rex, Pachycephlosaurus entre outros, bem como ninhos com ovos de diferentes espécies e vários tipos de dentes e garras. Em torno destes elementos representativos surgiram painéis sobre dinossáurios e seus modos de vida, através de imagens.

Tratou-se portanto de uma exposição de assinalável carácter pedagógico, que foi acentuado com o funcionamento de um laboratório de simulação de escavação de dinossáurios e outras actividades lúdico-pedagógicas especialmente orientadas para crianças e jovens.

N.º de Visitantes: 13 510

 


 

Exposição de escultura – O caos e o outro lado das coisas

Promotor: Município de Cantanhede

Data: 25 de Julho a 14 de Outubro de 2007

Local: Museu da Pedra

Para além do importante acervo representativo de actividades e de elementos patrimoniais relacionados com a sua temática, o Museu da Pedra tem nas suas orientações culturais e pedagógicas uma valência centrada na sensibilização de diferentes públicos relativamente à produção escultórica contemporânea.

Foi nesse âmbito que se inseriu O caos e o outro lado das coisas, exposição de Manuel da Cruz Prada, prestigiado escultor com 25 anos de carreira e também reconhecido como dinamizador de acções de divulgação e valorização desta forma superior de manifestação artística, através da Associação de Escultura e arte Contemporânea, entidade de que foi sócio-fundador e a cuja direcção preside actualmente.

O caos e o outro lado das coisas evidenciou a originalidade criativa do artista plástico para executar obras a partir de materiais tão distintos como o bronze, o granito, o aço carbono e o mármore, em composições de síntese ou de ruptura entre os elementos que as constituem. Esta versatilidade não retirou unidade formal e estética à exposição, antes pareceu apontar para uma abordagem experimentalista na concepção e elaboração de esculturas que produziram grande impacto visual.

Manuel da Cruz Prada trouxe a Cantanhede algumas peças de grande volumetria, imponentes e poderosas, explorando, de modo particularmente bem conseguido, o jogo entre formas geométricas variadas, em contraponto com as Ladies, variações de recorte mais figurativo sobre o corpo feminino, elemento recorrente na obra do escultor.

N.º de Visitantes: 1 170

 


 

Exposição “O Sol Nunca Visto”

Promotor: Município de Cantanhede

Entidade colaboradora: Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal e o Departamento de Ciências de Tecnologia da Universidade de Coimbra

Data: 18 de Maio a 15 de Julho de 2007

Local: Museu da Pedra

Exposição integrada nas comemorações do Dia Internacional dos Museus e do Ano Internacional do Sol, que decorreu no Museu da Pedra do Município de Cantanhede. Paralelamente decorreu também uma palestra “As Actividades do Observatório Astronómico da Universidade de Coimbra “no âmbito do Dia Internacional do Sol.

Esta exposição resultou do trabalho efectuado no dia 14 de Março de 2007, e que contou com a participação de cerca de duas dezenas cegos e amblíopes. Tratou-se de uma organização conjunta do Museu da Pedra do Município de Cantanhede, do Departamento de Ciências da Terra da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra e da Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO), tendo por objectivo promover o acesso dos invisuais aos bens e valores da cultura, garantindo aos cidadãos com deficiência igualdade de oportunidades neste domínio. Este último aspecto é particularmente significativo pois 2007 foi o ano em que se comemorou o Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos - Para uma Sociedade Justa.

N.º de Visitantes: 3 687

 


 

Exposição “O Brinquedo através dos Tempos”

Promotor: Município de Cantanhede

Entidade colaboradora: Museu do Brinquedo de Sintra

Data: 10 de Fevereiro a 15 de Maio de 2007

Local: Museu da Pedra

Os brinquedos presentes nesta exposição fazem parte do espólio do Museu do Brinquedo de Sintra, e nela puderam apreciar-se brinquedos de várias épocas, desde os finais do século passado até aos nossos dias, procurando-se exemplificar os vários tipos de brinquedos e materiais representativos de diferentes épocas.

Assim, estiveram patentes ao público brinquedos em madeira, porcelana, lata e ferro do final do século XIX e início do século XX; brinquedos em pasta de papel, dos anos 20 a 50; brinquedos em celulóide, material usado nos anos 30 a 50 e brinquedos em plástico, material usado a partir dos anos 50, entre outros tipos.

         Quanto aos países de origem a variedade é muito grande, e encontramos brinquedos de Portugal, França, Inglaterra, Alemanha, Espanha, Estados Unidos da América e Japão, mas encontramos também brinquedos artesanais, fabricados pelas crianças para as suas próprias brincadeiras, oriundos do Brasil e de vários países africanos.

Esta exposição foi composta por centenas de brinquedos que divertiram e encantaram os nossos pais e avós, e que retrataram e possibilitaram conhecer um pouco da nossa história.

N.º de Visitantes: 6 732

 


 

Exposição de João Cutileiro

A sala de exposições temporárias foi "inaugurada" com a exposição de João Cutileiro, intitulada “Trabalhos em curso: 1951/2001, Esculturas em Pedra”.

João Cutileiro é, no actual panorama da escultura portuguesa, um caso de indiscutível modernidade e de heroísmo profissional.

A capacidade de criar estruturas de trabalho e apoio tecnológico necessárias à actividade de escultura, é em João Cutileiro algo que deve ser considerado raro, senão único.

Escultor do erótico e do feminino, a obra do Mestre Cutileiro cifra-se em milhares de peças, pois que a sua capacidade de produção situa o artista fora de quaisquer possíveis termos de comparação com casos portugueses, e o seu poder de realização transforma-o quase em instituição.

Com João Cutileiro abriu-se uma nova era à escultura portuguesa, veículo motor da pertinência cultural e museológica que a mostra desta exposição representa para o município de Cantanhede.

Esta exposição revelou a antologia da obra do mestre escultor desde 1951, data em que realizou a sua primeira peça em pedra totalmente à mão, até 2001, com as suas mais recentes obras, esculpidas pela primeira vez com o calcário desta região. Nestes 50 anos são mostrados os mais significativos
trabalhos que demostram a evolução do artista desde as 1.ªs peças realizadas manualmente, à introdução e apropriação da máquina enquanto instrumento indispensável de trabalho.

A exposição contou com 25 esculturas em pedra, de feitio e formas muito variadas: torsos, guerreiros, meninas, flores, frutos, pássaros, esculturas bífidas, baixos relevos, recortes e mosaicos.

A temática central do museu – a pedra – foi abordada de forma inovadora, e sob a perspectiva da revolução tecnológica que João Cutileiro deixou inscrita na história da arte em Portugal: a utilização da máquina no labor da pedra e a exaltação da matéria no seu esplendor natural, quer luminoso, quer cromático, quer plástico.

Atendendo aos objectivos propostos e ao teor da exposição, este projecto atingiu um grande impacto social, não só junto dos munícipes do concelho de Cantanhede, mas no vasto público que visitou o Museu da Pedra e usufruiu de todas as iniciativas que se propõem, cujo âmbito territorial ultrapassou largamente o concelho de Cantanhede e sua região.
Dado o carácter pedagógico de que a exposição se revestiu a mesma contribuiu largamente para atrair ao Museu os interessados pela prática artística contemporânea, bem como uma larga camada de população em idade escolar que através desta mostra antológica tomou contacto com a orientação estética deste mestre, a quem se deve a grande viragem da escultura portuguesa.

A exposição decorreu até ao dia 25 de Fevereiro de 2002.