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23.02.2006
Câmara Municipal apresentou Carta Arqueológica do Concelho de Cantanhede

A Carta Arqueológica do Concelho de Cantanhede foi apresentada em conferência de imprensa no passado dia 20 de Fevereiro, no auditório do Museu da Pedra do Município de Cantanhede.

 

Participam na conferência de imprensa o Presidente da Câmara Municipal, Dr. João Moura, e o arqueólogo Carlos Manuel Simões da Cruz, o autor do estudo, que fez a apresentação.

 

A Carta Arqueológica do Concelho de Cantanhede está dividida em cinco capítulos, o primeiro dos quais enuncia os objectivos gerais e particulares do projecto, seguindo-se uma abordagem às metodologias de campo e de laboratório usadas, bem como às dificuldades e limitações encontradas no decurso do trabalho.

 

Na terceira parte é apresentado o quadro físico do Concelho de Cantanhede, com indicação dos recursos, das particularidades e o posicionamento desta sub-região no contexto da Beira Litoral.

 

No quarto capítulo consta o registo dos dados arqueológicos do concelho, onde se inclui o inventário de todas as estações arqueológicas do período cronológico que vai da pré-história à Idade Média. Em anexo estão ainda os marcos divisórios de propriedade que foi possível cartografar.

 

O documento termina com a interpretação dos vários dados existentes até ao momento, tentando criar um conhecimento verosímil sobres esses dados e deixar em aberto um quadro de questões propiciadoras de novos projectos de investigação.

 

A Carta Arqueológica é um instrumento de planeamento e gestão do património arqueológico e já permitiu a salvaguarda de alguns importantes vestígios arqueológicos, nomeadamente os achados do período da romanização que foram encontrados, em meados do ano passado, na Estação Arqueológica dos Pardieiros, na localidade da Pena, Freguesia de Portunhos, no decurso dos trabalhos de prospecção promovidos pela Câmara Municipal e coordenados pelo arqueólogo Carlos Cruz.

 

Segundo este especialista, as prospecções realizadas evidenciaram a existência de muitas estruturas (ruínas de construções, utensílios domésticos e outros artefactos de diversa natureza) de indiscutível valor arqueológico, científico e patrimonial.

 

Na altura, o arqueólogo referiu que foram plenamente atingidos os objectivos enunciados no projecto de prospecção da Estação Arqueológica dos Pardieiros financiado pela Câmara Municipal, nomeadamente no que diz respeito à avaliação do potencial arqueológico, científico e patrimonial do sítio e à delimitação do seu núcleo.


Fonte: GIRP
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