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António Breda de Carvalho recebeu Prémio Literário Carlos de Oliveira
António Breda de Carvalho recebeu Prémio Literário Carlos de Oliveira
O escritor António Breda de Carvalho recebeu o Prémio Literário Carlos de Oliveira no decurso da apresentação editorial de A Odisseia do Espírito Santo, o livro vencedor, em sessão que decorreu no salão nobre dos Paços do Concelho de Cantanhede, em 1 de março.

O prémio, no valor pecuniário de 5.000 euros, foi entregue pela presidente da Câmara Municipal, Helena Teodósio, perante cerca de 80 convidados, entre os quais Rui Marqueiro, presidente da Câmara Municipal da Mealhada, concelho onde nasceu e reside o autor premiado. Presentes na cerimónia em representação institucional do município cantanhedense estiveram também o presidente da Assembleia Municipal, João Moura, o vice-presidente da autarquia, Pedro Cardoso, que tem a seu cargo o pelouro da cultura, a vereadora Célia Simões e outros elementos dos diferentes órgãos autárquicos.

No discurso de abertura, Helena Teodósio felicitou António Breda de Carvalho pela conquista do prémio, lembrando a propósito alguns aspetos da apreciação do júri, nomeadamente “o original dispositivo narrativo que faz com que a história seja contada na primeira pessoa alternadamente por todas as personagens”, a “capacidade de efabulação” e “a riqueza da linguagem, que oscila entre a reconstituição do léxico do século XVIII e o dos nossos dias”.

Segundo a autarca, em A Odisseia do Espírito Santo “percebe-se como a literatura pode recuperar vocábulos caídos em desuso, e neste caso recupera-os muito bem na reconstituição do ambiente histórico-social em que se desenvolve a trama do romance, sempre contada na primeira pessoa por cada personagem”.

Referindo-se ao Prémio Literário Carlos de Oliveira, a presidente da Câmara Municipal destacou “o interesse do certame, no âmbito de um processo de intervenção cultural em que se preconiza a criação de condições favoráveis à intensificação do estudo e da divulgação da obra narrativa e poética de um autor muito justamente aclamado como um dos mais proeminentes escritores portugueses do século XX, potenciando o valor simbólico de uma literatura umbilicalmente ligada ao nosso território e acentuando nele, aos mais variados níveis, as referências aos lugares e aos contextos sociais que surgem nos seus livros”.

Por seu lado, António Breda de Carvalho, que é professor de profissão, manifestou-se “muito honrado” por A Odisseia do Espírito Santo ter conquistado o Prémio Literário Carlos de Oliveira, “certamente por intervenção divina da Senhora da Graça e do Espírito Santo”, disse a propósito do livro. “Sinceramente não esperava ser eu o contemplado com o galardão máximo, ainda que quando se concorre seja esse o objetivo”, afirmou, adiantando que “as datas do concurso foram muito oportunas, pois o livro estava já na gaveta e a participação foi uma boa oportunidade para o partilhar”.

Segundo o autor, “um livro só se realiza quando é publicado, se o autor não tem a oportunidade de o partilhar o que escreve com os leitores, fica o sentimento de que sua obra não ficou inteiramente cumprida. Nesse sentido, o Prémio Literário Carlos de Oliveira tem um redobrado interesse, uma vez que, para além do valor pecuniário, contempla a edição do livro vencedora”.

A apresentação editorial de A Odisseia do Espírito Santo esteve a cargo de António Ribeiro, autor de uma dissertação de mestrado que serviu de mote ao romance. Na sua intervenção, este investigador abordou o cruzamento do livro com o seu trabalho académico intitulado Um buraco no Inferno. João Pinto, o Lavrador Heresiarca e a Inquisição, ressaltando os aspetos comuns e os elementos diferenciadores, entre os quais as novas personagens que surgem no romance. A transposição daquele universo para a narrativa foi muito bem conseguida, o que fica a dever-se à estrutura e à forma como os monólogos de cada uma das personagens são apresentados em diversos registos linguísticos, a partir dos pontos de vista diferentes”, sublinhou.

António Ribeiro explicou a doutrina religiosa que se constituiu em torno dos acontecimentos relatados, considerando também a clara possibilidade de existência de uma corrente mística que atravessou largos séculos, desde a queda do Império Romano do Ocidente (século V) até ao século XVIII, quando ocorreram os acontecimentos relatados quer em A Odisseia do Espírito Santo, quer em Um buraco no Inferno. João Pinto, o Lavrador Heresiarca e a Inquisição.

O autor de A Odisseia do Espírito Santo, António Manuel de Melo Breda Carvalho, professor, nasceu na Mealhada, em 1960, e tem obra literária editada, além de estudos regionais. O livro de contos In Vino Veritas assinalou a sua estreia na escrita, a que se seguiu a edição de vários livros, entre os quais alguns premiados em concursos literários, como As Portas do Céu, O Fotógrafo da Madeira, Os Azares de Valdemar Sorte Grande, Os Filhos de Salazar, Saída de Emergência, O Crime de Serrazes e Morrer na Outra Margem.
 

fonte: GIRP   7 março 2019

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