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Biblioteca Municipal de Cantanhede acolhe exposição de Maria Eugénia Cruz
Até ao próximo dia 31 de maio
Biblioteca Municipal de Cantanhede acolhe exposição de Maria Eugénia Cruz
Encontra-se patente ao público na Biblioteca Municipal, durante o mês de maio, a exposição Azulejos e Porcelanas, de autoria de Maria Eugénia da Cruz.

Na mostra estão patentes 31 trabalhos em azulejaria e 20 peças em cerâmica pintadas pela autora. Os temas das peças são variados e exprimem motivos diversos que vão desde os florais, às figuras geométricas e humanas, entre outros.

Desde jovem que Maria Eugénia Cruz demonstrou interesse pelas artes manuais e pela pintura, particularmente de azulejos e porcelanas, mas foi só após a sua aposentação que começou a pintar de forma regular. Como a artista refere, “aposentada e com os filhos já independentes, decidi iniciar a minha aprendizagem na arte da pintura em porcelana, tendo para o efeito recorrido à professora Eva Pascoal, o que me permitiu realizar alguns lindos trabalhos”.

Maria Eugénia destaca o “grande gosto pelo azulejo especialmente “séc. XVII”, recorrendo a várias técnicas com resultados também diferentes, fui produzindo trabalhos, alguns dos quais aqui presentes, já que habitualmente são produzidos painéis decorativos que se fixam, não permitindo a sua remoção”.

História do azulejo em Portugal
O azulejo foi introduzido em Portugal no século XV. Oriunda do norte de África, esta arte foi trazida por artistas islâmicos e introduzida nos principais centros de produção ibéricos, tendo mais tarde sido criadas olarias especializadas na produção de azulejos em Lisboa.

Sendo a utilização do azulejo comum a outros países, a arte da azulejaria distinguiu-se em Portugal, assumindo especial importância no contexto universal da criação artística.

Atualmente, apesar da sua industrialização, há ainda o gosto de recorrer à pintura artesanal utilizando as várias técnicas presentes “no azulejo artístico” essencialmente pintado à mão, com recurso a tintas solúveis em água nas cores azul cobalto, verde-cobre, castanho, amarelo e vermelho, este último muito difícil de aplicar.

Dado que a superfície dos azulejos é porosa e delicada, absorve imediatamente e com carácter definitivo qualquer pincelada, não permitindo possíveis correções.

Para a autora, “a pintura em azulejo requer um apurado sentido de antevisão da cor porque os tons pretendidos só se revelam após a cozedura das peças. Neste caso em apreço, do “azulejo vidrado cru”, vai a cozer a 1020 graus… riscos constantes e desafiadores que trazem alguns desaires!...”

Sobre Maria Eugénia Canuda da Cruz
Maria Eugénia nasceu no ano de 1937, em Arazede. Tirou o curso de Enfermagem, na Escola Dr. Ângelo da Fonseca, em Coimbra, e a Especialidade de Saúde Materna e Obstétrica, no Instituto Maternal do Porto. Fez um curso de Saúde Pública, em Lisboa, e o Mestrado em Administração de Serviço de Enfermagem, na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra.
 

fonte: GIRP   8 maio 2019

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