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Fotografias da atividade parlamentar na 1.ª República em exposição no Museu da Pedra
Em Cantanhede
Fotografias da atividade parlamentar na 1.ª República em exposição no Museu da Pedra
No Museu da Pedra do Município de Cantanhede está patente ao público a exposição Joshua Benoliel – Repórter Parlamentar 1906 – 1924, um conjunto de cerca de 70 fotografias sobre a atividade do parlamento nacional num dos períodos mais marcantes na história portuguesa, designadamente o que corresponde à transição do regime monárquico para o republicano e os anos subsequentes, até quase ao final da 1.ª República.

Organizada no âmbito de uma parceria do Município de Cantanhede com a Divisão Museológica e para a Cidadania da Assembleia da República, a mostra reúne registos fotográficos da autoria de Joshua Benoliel, considerado, por muitos, o pai do fotojornalismo português.

A inauguração contou com a presença do vice-presidente da Câmara Municipal, Pedro Cardoso, que enfatizou “a importância deste género de ações que correspondem a uma efetiva descentralização da cultura, neste caso cultura não apenas pela qualidade estética, artística e técnica das fotografias, mas também pelo seu valor documental, que é muito, como se vê”.   Enaltecendo “a iniciativa da Divisão Museológica e para a Cidadania da Assembleia da República em mostrar ao país um testemunho histórico da maior relevância, um testemunho que o Município de Cantanhede tem todo o gosto em mostrar ao concelho e à região neste espaço cultural de referência que é o Museu da Pedra”, Pedro Cardoso adiantou que “os serviços educativos desta unidade museológica vão mobilizar as escolas e outras instituições para fazerem visitas guiadas à exposição. De resto é o que acontece já hoje aqui com a presença das pessoas envolvidas nas Tardes Comunitárias, programa de animação sociocultural promovido pela Câmara Municipal, e também de professores de um grupo disciplinar do Agrupamento de Escolas Marquês de Marialva”, sublinhou.

Francisco de Lancastre e Távora, técnico principal da entidade que organizou a exposição, afirmou “os serviços do parlamento português trabalham atualmente na perspetiva de que a periferia é o centro”, ideia que está subjacente ao programa de itinerância do acervo fotográfico de Joshua Benoliel em Cantanhede, na sequência da sua exibição noutros locais. Segundo aquele responsável, “as pessoas têm dificuldade em ir a Lisboa verem as exposições organizadas pelo Museu da Assembleia da República, pelo que entendemos ser nossa obrigação mostrar ao resto do país o trabalho desenvolvido”.

A visita guiada inaugural à exposição fotográfica de Joshua Benoliel foi conduzida por Teresa Parra, conservadora do Museu da Assembleia da República, que durante o percurso explicou que o acervo de Joshua Benoliel “é constituído por 101 negativos em chapa de vidro e gelatina, posteriormente passados para películas e recuperados para fotografia. Nesta exposição itinerante estão 66 fotos agrupadas por temas e não por sequência cronológica”, esclareceu.

Dos vários aspetos reportados nas imagens, destaca-se a figura de Anselmo Braamcamp Freire, que exerceu funções como Presidente da Assembleia Constituinte, Senador e Presidente do Senado. Foi como Presidente da Assembleia Constituinte que Braamcamp Freire, promulgou a primeira Constituição Republicana, em a 21 de agosto de 1911.

Nota biográfica de Joshua Benoliel
Descendente de uma família judia, Joshua Benoliel nasceu em Lisboa, em 1873, e viveu o período de transição entre a Monarquia e a República. É considerado o criador da reportagem fotográfica em Portugal. Fez a cobertura jornalística dos grandes acontecimentos da sua época, tendo acompanhado os reis D. Carlos e D. Manuel II nas suas viagens ao estrangeiro, e fotografou a Revolução de 1910, as revoltas monárquicas durante a Primeira República, assim como o exército português que combateu na Flandres durante a Primeira Guerra Mundial. As suas fotografias caracterizam-se pelo intimismo e humanismo com que abordava os temas.

A sua primeira fotografia foi publicada na revista Tiro Civil, no ano de 1899. Trabalhou para o jornal O Século e para a revista do mesmo jornal, a Illustração Portugueza, bem como para as revistas O Occidente (1878-1915) e Panorama (1837-1868). Também colaborou com A Arte Musical (1898-1915) e destacou-se como fotógrafo da Atlântida (1915-1920), Brasil-Portugal (1899-1914) e Tiro e Sport (1904-1913).

A 13 de dezembro de 1929, foi agraciado com o grau de Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.
 

fonte: GIRP   9 março 2020

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