ENQUADRAMENTO HISTÓRICO:
Em 1984 a Rádio Auri-Negra, a primeira rádio livre da região, iniciou emissões regulares. Rapidamente, foi criada a AURI-NEGRA, Cooperativa de Informação e Cultural, CRL, que ficou detentora da Rádio. As emissões da Rádio duraram até 23 de Dezembro de 1988 tendo depois sido iniciado novo projeto na sede de concelho, do qual a Auri-Negra viria a afastar-se posteriormente.
O Jornal Auri-Negra foi o outro veículo mais representativo do trabalho da cooperativa e, pela sua natureza física, configura-se como uma memória coletiva ímpar da Vila de Febres e da região da Gândara, dando voz ao que de maior relevo aconteceu nesta época. Maioritariamente de tiragem quinzenal, o jornal conquistou perto de 3.000 assinantes, incluindo muitos emigrantes e ourives espalhados pelo mundo. Nas palavras do Sr. Conselheiro Costa Soares, fervoroso apoiante em especial na fase inicial do projeto, foi “das coisas mais importantes que se fizeram em Febres”.
Motor Cultural e Social
Para além da informação da região, das coletividades e da comunidade, a Auri-Negra dinamizou muitas atividades em Febres: organizou festivais da canção, noites de fados, espetáculos populares, encontros de cicloturismo e fundou a primeira equipa de ténis de mesa do concelho.
Criou ainda uma escola de música, uma de karaté e organizou aulas de ginástica. O seu maior legado físico é o contributo para o Monumento ao Ourives Ambulante, símbolo imortalizado no coração da vila que ajudou a consagrar Febres como “Terra de Ouro”, homenageando tantos dos nossos conterrâneos que levaram com as suas malas verdes o nome de Febres e da região por todo o País.
As atividades da Cooperativa Auri-Negra foram notícia em publicações de A Capital, Correio da Manhã, Jornal de Notícias, O Primeiro de Janeiro, O Século de Joanesburgo e o Luso-Americano, entre muitas outras.
A primeira série do Auri-Negra terminou em Dezembro de 2001. A Gira-Sol - Associação de Desenvolvimento de Febres, deu continuidade ao jornal Auri-Negra, com a segunda série, ao longo das duas primeiras décadas do século XXI, até ter sido extinto.