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Data & Hora

  • 7 março 2026, 18h30

Local

  • Fachada do Museu de Arte e do Colecionismo de Cantanhede, Cantanhede
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Descrição

Integrada na edição do projeto “Gente da Nossa Terra” dedicada a Maria Amélia de Magalhães Carneiro, a 7 de março, sábado, a partir das 18H30 (com repetições a cada 30 minutos até às 20h30), no fachada oeste do Museu de Arte e Colecionismo, será realizada uma sessão de videomapping outdoor intitulada “Homenagem a Maria Amélia de Magalhães Carneiro”,  com design visual e sonoro criado pelo prestigiado artista Miguel Estima.

Trata-se de um espetáculo de grande escala e impacto assinalável, com projeções dinâmicas numa área de 10 metros por 6 metros do referido edifício, com integração de referências à pessoa e obra de Maria Amélia de Magalhães Carneiro. Esta obra nasce de um processo de criação artística e pesquisa sobre as características e detalhes do território, culminando num luminoso e irreverente postal onde a arte pública fomenta um sentido de identidade comunitária. 

Miguel Estima é artista multidisciplinar, com formação na Escola de Artes da Bairrada, Escola Profissional de Música de Espinho e Universidade de Aveiro. Atua nas áreas da música, da criação comunitária e, desde 2016, de videomapping, através da criação de instalações imersivas de luz, som e vídeo em contexto outdoor e/ou indoor, com apresentações em vários pontos do país, em trabalhos com várias autarquias e empresas culturais, e também em diversos países. Trata-se de um artista conceituado a nível nacional e internacional, vencedor da 2.ª edição da School of Videomapping do Festival PRISMA de Aveiro, tendo desenvolvido colaborações com entidades como Wetumtum, d'Orfeu e ATASA, sendo coautor de projetos como Guarda-Tempos, Lampyris Bike e Stella Oriens, que obtiveram grande reconhecimento do público e da crítica especializada 

O evento é organizado pelo Município de Cantanhede em parceria com a Lúcia-Lima Associação Cultural. Esta será mais uma iniciativa incluída na programação da quarta edição do projeto cultural “Gente da Nossa Terra” dedicada a Maria Amélia Magalhães Carneiro que contempla múltiplos eventos pluri-disciplinares, realizados, em fevereiro e março deste ano, em vários pontos do concelho de Cantanhede e fora deste, com o propósito de proporcionar ao público de diversas gerações e contextos o apreciar dos saberes e das diferentes perspetivas sobre o legado desta figura histórica-artística, reforçando a sua atualidade e promovendo o seu reconhecimento local, regional, nacional e internacional.

Para o efeito, o Município de Cantanhede tem como parceiros diversas entidades e agentes culturais da região, para além das juntas de freguesia, serviços do município e outras autarquias, com abordagens nas áreas de cultura, património, educação, turismo, etnografia, associativismo, música, ação social, novas tecnologias, recursos naturais, desporto, entre outras, procurando abranger várias gerações da comunidade.

Recorde-se que Maria Amélia de Magalhães Carneiro (1883-1970) se destacou como artista plástica, pintora da aldeia portuguesa, tendo encontrado no mundo rural os temas que mais a fascinaram – as gentes, os interiores, as paisagens, a faina agrícola. No concelho de Cantanhede, onde residiu durante de 1913 a 1941, retratou, com pintura ao ar livre, especialmente as aldeias gandaresas, focando-se nos rostos, trajes típicos, interiores das casas rústicas e seus pátios, paisagens, caminhos, campos, eiras e faina agrícola. Vários locais de Pocariça, Cadima e Varziela inspiraram uma parte substancial das suas telas, pintadas a óleo ou desenhadas carvão e sanguínea. Dedicou-se também ao ensino artístico, organizando cursos de desenho e pintura na Pocariça, Cantanhede e Coimbra, ensinando cerca de 70 alunos, entre os quais o escritor Carlos de Oliveira e as pintoras Maria Augusta Almeida Galvão e Maria da Conceição Duarte Reis. A sua casa-ateliê foi, de facto, a primeira escola de arte do concelho de Cantanhede. Formada na estética naturalista, no atelier-curso de Júlio Costa e na Academia Portuense de Belas Artes, no Porto, tendo sido uma das primeiras mulheres a frequentar esta instituição, participou com destaque, entre 1910 e 1960, em várias exposições individuais e coletivas em vários pontos do país. O seu legado artístico e pedagógico é particularmente relevante para o concelho Cantanhede, onde foi homenageada com uma exposição em 2003 e com a atribuição do seu nome a uma rua da cidade no ano seguinte.


Contactos

  • Promotor: Município de Cantanhede em parceria com a Lúcia-Lima Associação Cultural