Fazer da casa Carlos de Oliveira um equipamento cultural centrado na figura do escritor é o objetivo que está na base do protocolo a celebrar entre a Câmara Municipal de Cantanhede e a Junta de Freguesia de Febres. Já aprovado pelo executivo camarário, o acordo prevê a cedência do imóvel à junta de freguesia e o que se pretende é promover a sua reabilitação e adaptação, de modo a criar um espaço cultural de fruição pública orientado para as artes e para as letras, a partir da vida e obra de um dos mais proeminentes autores da segunda metade do século XX. A casa onde o escritor viveu na infância será integrada num roteiro turístico de pendor cultural a desenvolver pela autarquia cantanhedense, no âmbito do qual passará a funcionar como núcleo de atividades pedagógicas e científicas em torno do legado do autor de “Uma Abelha na Chuva” e que terá valências adequadas para o desenvolvimento de intercâmbios com outras entidades, nomeadamente escolas e instituições culturais, bem como para enquadrar a investigação de estudantes e aprofundar as competências e qualificações de todos quantos se dediquem ao estudo da literatura. O texto do protocolo celebrado a celebrar entre a Câmara Municipal de Cantanhede e a Junta de Freguesia de Febres refere que a cedência do prédio, com caráter gratuito, é válida pelo período de cinco anos, renovável por iguais períodos mediante renovação expressa, e que se destina exclusivamente ao “exercício de atividades de natureza cultural e científica no âmbito da literatura portuguesa, relacionadas, nomeadamente, com a promoção da obra de Carlos de Oliveira”. No acordo consta ainda que à Junta de Freguesia de Febres compete garantir a manutenção e asseio do edifício, procedendo à sua “limpeza regular de modo a mantê-lo, permanentemente, em perfeito estado de higiene e conservação”. Carlos de Oliveira viveu no Concelho de Cantanhede, inicialmente na Camarneira e depois em Febres, onde o seu pai exerceu medicina durante muitos anos, precisamente na casa que a Câmara Municipal vai ceder à Junta de Freguesia de Febres. Autor marcante do neo-realismo português e um dos mais importantes nomes da literatura portuguesa da segunda metade do século passado, Carlos de Oliveira tem a Gândara como universo referencial da sua ficção e de parte substancial da sua poética, região que surge como a raiz, o cerne e a substância do próprio discurso literário e não apenas como simples contexto geográfico. Recorde-se que, também com o objetivo de homenagear o escritor, o Município de Cantanhede instituiu o Prémio Literário Carlos de Oliveira, cuja terceira edição está a decorrer, tendo sido apresentadas a concurso 74 obras oriundas de diversos Países de Língua Oficial Portuguesa. Neste momento, as obras candidatas estão sob análise, leitura e avaliação por parte de um júri constituído pelos professores universitários António Apolinário Lourenço, Osvaldo Manuel Alves Pereira Silvestre (em representação de Ângela de Oliveira, viúva do escritor) e António Pedro Couto da Rocha Pita (indicado pela Associação Portuguesa de Escritores), bem como o escritor Arsénio Mota, a convite do Município de Cantanhede, que terá ainda outro representante. O prémio consiste numa verba pecuniária de 5.000,00 euros e na edição do livro vencedor.
Fazer da casa Carlos de Oliveira um equipamento cultural centrado na figura do escritor é o objetivo que está na base do protocolo a celebrar entre a Câmara Municipal de Cantanhede e a Junta de Freguesia de Febres. Já aprovado pelo executivo camarário, o acordo prevê a cedência do imóvel à junta de freguesia e o que se pretende é promover a sua reabilitação e adaptação, de modo a criar um espaço cultural de fruição pública orientado para as artes e para as letras, a partir da vida e obra de um dos mais proeminentes autores da segunda metade do século XX.
A casa onde o escritor viveu na infância será integrada num roteiro turístico de pendor cultural a desenvolver pela autarquia cantanhedense, no âmbito do qual passará a funcionar como núcleo de atividades pedagógicas e científicas em torno do legado do autor de “Uma Abelha na Chuva” e que terá valências adequadas para o desenvolvimento de intercâmbios com outras entidades, nomeadamente escolas e instituições culturais, bem como para enquadrar a investigação de estudantes e aprofundar as competências e qualificações de todos quantos se dediquem ao estudo da literatura.
O texto do protocolo celebrado a celebrar entre a Câmara Municipal de Cantanhede e a Junta de Freguesia de Febres refere que a cedência do prédio, com caráter gratuito, é válida pelo período de cinco anos, renovável por iguais períodos mediante renovação expressa, e que se destina exclusivamente ao “exercício de atividades de natureza cultural e científica no âmbito da literatura portuguesa, relacionadas, nomeadamente, com a promoção da obra de Carlos de Oliveira”.
No acordo consta ainda que à Junta de Freguesia de Febres compete garantir a manutenção e asseio do edifício, procedendo à sua “limpeza regular de modo a mantê-lo, permanentemente, em perfeito estado de higiene e conservação”.
Carlos de Oliveira viveu no Concelho de Cantanhede, inicialmente na Camarneira e depois em Febres, onde o seu pai exerceu medicina durante muitos anos, precisamente na casa que a Câmara Municipal vai ceder à Junta de Freguesia de Febres.
Autor marcante do neo-realismo português e um dos mais importantes nomes da literatura portuguesa da segunda metade do século passado, Carlos de Oliveira tem a Gândara como universo referencial da sua ficção e de parte substancial da sua poética, região que surge como a raiz, o cerne e a substância do próprio discurso literário e não apenas como simples contexto geográfico.
Recorde-se que, também com o objetivo de homenagear o escritor, o Município de Cantanhede instituiu o Prémio Literário Carlos de Oliveira, cuja terceira edição está a decorrer, tendo sido apresentadas a concurso 74 obras oriundas de diversos Países de Língua Oficial Portuguesa. Neste momento, as obras candidatas estão sob análise, leitura e avaliação por parte de um júri constituído pelos professores universitários António Apolinário Lourenço, Osvaldo Manuel Alves Pereira Silvestre (em representação de Ângela de Oliveira, viúva do escritor) e António Pedro Couto da Rocha Pita (indicado pela Associação Portuguesa de Escritores), bem como o escritor Arsénio Mota, a convite do Município de Cantanhede, que terá ainda outro representante. O prémio consiste numa verba pecuniária de 5.000,00 euros e na edição do livro vencedor.