“Rovisco Pais” inaugura Biblioteca Científica

Decorreu ontem, dia 20 de março, a inauguração da Biblioteca Científica do Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro – Rovisco Pais, na Tocha. 

Na abertura oficial deste equipamento cultural esteve Isabel Bento, presidente do conselho de administração do Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro – Rovisco Pais como anfitriã e contou com a presença de Helena Teodósio, presidente da Câmara Municipal, Suzana Menezes, diretora regional da Cultura do Centro, entre as inúmeras personalidades que fizeram questão de se associar à iniciativa. Na cerimónia esteve ainda Takahiro Nanri, diretor executivo da Sasakawa Health Foundation, instituição japonesa que desde 2017 se tem associado ao Rovisco Pais para garantir a preservação do espólio da antiga leprosaria.

Helena Teodósio, presidente da autarquia cantanhedense, destacou o “valioso acervo bibliográfico que está agora aqui reunido”, aproveitando para elogiar o esforço na “criação de condições favoráveis à sua preservação, nomeadamente na higienização e organização desta importante documentação. Com a nova infraestrutura, o acesso ao conhecimento da evolução da Assistência e das Ciências da Saúde está verdadeiramente facilitado”, declarou. A autarca assegurou a “disponibilidade do Município de Cantanhede para participar ativamente neste projeto”, afirmando que este género de “ativos culturais se constituem como um verdadeiro reforço de atratividade do nosso território”, concluiu.

Já Isabel Bento mostrou-se particularmente bastante satisfeita com mais “este passo no sentido de revitalizar o legado do histórico dos Hospital Rovisco Pais”, referindo também “o importante papel da Sasakawa Health Foundation, aqui representada ao mais alto nível por Takahiro Nanri, diretor executivo da instituição, no apoio à preservação do património” da antiga leprosaria. A presidente do conselho de administração destacou o espólio da Biblioteca Científica com “4350 volumes, 740 títulos. Cerca de 51% dessas obras são monografias e as restantes publicações periódicas”.

A diretora regional da Cultura do Centro, Suzana Menezes, considera que “este acervo documental científico da única leprosaria portuguesa” apresenta-se como “um património singular e de excelência” e está integrado “nos eixos da valorização do património e da requalificação dos museus da região”.

O novo equipamento cultural pretende fomentar e dinamizar o turismo científico através da apresentação uma parte importante da História das Ciências da Saúde, apresentando também como um importante reforço do Núcleo Museológico inaugurando durante 2021.

Recorde-se que o Núcleo Museológico inaugurado em setembro de 2021, disponibiliza aos investigadores um acervo documental, especializado nas áreas de Medicina, Saúde Pública, Dermatologia e Leprologia, onde se incluem publicações de todo o mundo, algumas raras em Portugal, e que auxiliaram o corpo clínico da antiga leprosaria no tratamento e estudo da Doença de Hansen, desde 1947. Este espaço único, é dedicado à hanseníase em Portugal, que tem sido bastante procurado por visitantes nacionais e estrangeiros.

Crédito fotográficos: Diário de Coimbra