O bispo de Coimbra, D. Virgílio Antunes, iniciou esta sexta-feira, 23 de janeiro, uma visita de seis dias à Unidade Pastoral de Cantanhede, com o propósito de “ajudar a criar boas relações entre as pessoas”.Recebido com lotação esgotada no salão nobre dos Paços do Concelho pelo Executivo Municipal liderado por Helena Teodósio, o prelado pretende ser um “elemento agregador” na visita às comunidades locais e exortou à construção de “relações saudáveis e de generosidade” entre as pessoas.Na sessão de boas-vindas, na qual marcaram também presença o presidente da Assembleia Municipal, João Moura, autarcas de freguesia, dirigentes associativos e outros representantes da sociedade civil, a presidente da Câmara Municipal de Cantanhede deu a conhecer os objetivos estratégicos para este mandato, assentes num projeto de “contínuo crescimento e desenvolvimento e no bem-estar e qualidade de vida dos munícipes”.Mobilidade, habitação, saúde, educação, cultura e desporto foram algumas das áreas às quais a autarca deu particular relevo, congratulando-se com o facto de Cantanhede estar entre os municípios com maior taxa de execução de fundos comunitários.Sobre a visita D. Virgílio Antunes à Unidade Pastoral de Cantanhede, Helena Teodósio encontrou um certo paralelismo com as políticas municipais em curso, uma vez que se “centra nas pessoas e no seu bem-estar”.Ao intervir na sessão, o pároco João Pedro Silva agradeceu a “cooperação e envolvimento excelentes da Câmara Municipal” na preparação da visita pastoral e manifestou o desejo de que se “colham bons frutos”.Já o bispo da Diocese de Coimbra enfatizou o facto de o caminho de desenvolvimento e progresso de Cantanhede “ter no centro a pessoa humana” e lembrou que o plano pastoral diocesano vai agora ao essencial: o desenvolvimento da dimensão espiritual da comunidade cristã. “O que de melhor podemos dar ao mundo é a dimensão da espiritualidade humana e cristã”, referiu.D. Virgílio Antunes lembrou, depois, que “o mundo está mergulhado num mar imenso de problemas” e que qualquer solução só passará pela “espiritualidade interior de cada um”.“O caminho a percorrer tem que ir ao essencial de nós mesmos. É a partir da interioridade de cada um que podemos construir uma Humanidade onde todos se sintam melhor”, concluiu.O primeiro dia ficou ainda marcado pelo almoço servido na cantina dos Estaleiros Municipais, no qual o bispo de Coimbra esteve também acompanhado por funcionários do Município.