Musical inspirado no Antigo Testamento abriu XXVI Ciclo de Teatro Amador

Foi com uma peça de teatro musical que mistura emoção, fé e grandiosidade numa jornada de coragem, propósito e transformação interior, que se deu início ao XXVI Ciclo de Teatro Amador de Cantanhede.

Num Multiusos de Febres completamente lotado, subiu ao palco no último sábado, 24 de janeiro, “A Rainha Ester”, uma produção da Atos & Arts a partir do texto de Margarida Miranda e Ery Costa, com encenação de Margarida Miranda e música de Miguel Tapadas.

Além das participações especiais de Joaquim Nicolau (assistiu à estreia da obra e também foi chamado a palco no final) e Rui Mendes, o elenco integrou Margarida Miranda, Nuno Vieira, Cristina Sousa, Rui Almeida, Tiago Graça, Andreia Teixeira, Nuno Rodrigues, Leandro Gospel, Lucas Mazzo e Josué Bawanga.

Inspirada no livro de Ester, do Antigo Testamento, a peça retrata uma jovem órfã chamada Ester, que é escolhida para ser rainha sem imaginar que o seu destino mudará a história do seu povo.

Quando um decreto real ameaça exterminar todos os judeus, Ester enfrenta o maior desafio da sua vida: arriscar tudo, inclusive a própria vida, para defender o seu povo e cumprir o propósito que Deus lhe reservou.

Presenta na sessão inaugural, a presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, Helena Teodósio, começou por destacar a oportunidade da temática levada a palco, tão atual nos nossos dias, nomeadamente os conflitos à escala global.

A autarca enalteceu o trabalho da companhia Atos & Arts, na pessoa da encenadora e atriz principal, Margarida Miranda e dirigiu-se aos membros dos 17 grupos de teatro que, com a sua dedicação e o seu empenho, “mantêm viva a dinâmica teatral no concelho de Cantanhede”.

“O teatro amador é importante para a nossa comunidade. Não só fortalece a identidade cultural, como promove a convivência entre as pessoas e impulsiona um espaço de expressão e reflexão social”, enfatizou, agradecendo “a expressão que o movimento associativo assume no território”, transformando-o, ao longo de quatro meses, num “grande palco das artes cénicas”.

O XXVI Ciclo de Teatro Amador de Cantanhede irá decorrer até 18 de abril, contando com a participação de 17 grupos, envolvendo centenas de atores e outros intervenientes, com apresentações em múltiplas freguesias do concelho, numa clara aposta na diversidade de géneros, na descentralização cultural e no acesso à cultura.

A programação assenta numa lógica de proximidade às comunidades, prevendo que as primeiras representações tenham lugar nas freguesias de origem dos grupos participantes. Posteriormente, cada grupo atua noutras localidades do concelho onde estão sedeadas as restantes associações, criando condições para que os espetáculos possam vir a ser apresentados noutros contextos a nível local, regional e nacional, promovendo o reconhecimento artístico das obras e dos seus autores.

O projeto integra igualmente um plano de formação, refletindo o empenho contínuo do Município de Cantanhede em proporcionar oportunidades de desenvolvimento artístico e humano aos elementos dos vários grupos de teatro do concelho, num contexto progressivo, inclusivo e valorizador do associativismo cultural.

No final da sessão inaugural foram entregues os diplomas de participação a cada um dos grupos de teatro.