Companhia ETCetera representa “Os Maias: episódios da vida romântica”

Mais de duas centenas de alunos do 11.º ano assistiram esta segunda-feira, 9 de fevereiro, à representação teatral da obra “Os Maias; episódios da vida romântica”, de Eça de Queirós. O palco foi o auditório do Centro Paroquial de S. Pedro, em Cantanhede.

A apresentação esteve a cargo da companhia de teatro ETCetera e contou com a presença de estudantes de Cantanhede e da Tocha, que frequentam os agrupamentos de escolas Lima-de-Faria e Gândara Mar.

Integrada no Plano Anual de Atividade da Rede de Bibliotecas de Cantanhede para o presente ano letivo, a iniciativa teve organização conjunta da Rede de Bibliotecas de Cantanhede e dos docentes da disciplina de Português dos agrupamentos de Escolas Gândara Mar e Lima-de-Faria. O Município de Cantanhede assegurou a deslocação dos alunos e docentes da escola da Tocha.

“Os Maias: episódios da vida romântica” é uma das obras literárias mais conhecidas de Eça de Queirós que, de forma realista e bem-humorada, retrata a sociedade abastada de Lisboa da segunda metade do século XIX. Este texto é de leitura obrigatória na disciplina de Língua Portuguesa, no 11.º ano de escolaridade.

O grupo ETCetera, que já realizou várias peças de teatro para os alunos dos agrupamentos de escolas do concelho de Cantanhede, é uma companhia de teatro criada e sediada em Vila Nova de Gaia e que tem vindo a trabalhar o teatro com atores profissionais, cujo trabalho assenta sob o lema “Teatro para TODOS”.

Ambicionando proporcionar diferentes momentos teatrais a todo o tipo de grupo, género e idades, o grupo propõe-se realizar experiências artísticas que se reflitam no

crescimento dos espectadores, enquanto alunos, mas igualmente enquanto indivíduos, fazendo do teatro um veículo de cultura e, simultaneamente, de educação.

O ETCetera foca a sua atividade nos mais jovens, com projetos que procuram também integrar o público geral. Esta vertente surge numa tentativa de aproximar o público das artes performativas e quebrar alguns preconceitos que rotulam o teatro como enfadonho, inacessível e dispendioso. Sob a premissa “com pouco, fazer muito”, o grupo pretende mostrar que o teatro pode ser divertido, criativo e para todos.