Os municípios de Cantanhede, Coimbra e Mealhada estão a preparar uma candidatura ao Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR), com vista à criação da Grande Área de Localização Empresarial da Região de Coimbra (G.ALE), uma proposta supramunicipal destinada à instalação e atração de empresas multinacionais e de investimentos estratégicos.Estruturada em quatro polaridades — Pampilhosa, Marmeleira, Trouxemil–Ponte Vilela e Murtede —, a G.ALE reúne cerca de 318 hectares na configuração-base, podendo evoluir progressivamente para aproximadamente 578 hectares. Esta escala permite acomodar diferentes tipologias de investimento e preservar capacidade para projetos de grande dimensão e futuras expansões, respondendo a uma procura empresarial que evidencia já necessidades significativas de solo.A localização constitui um dos principais fatores diferenciadores da proposta. As quatro polaridades encontram-se a 14 minutos ou menos dos principais eixos rodoviários estruturantes, beneficiando simultaneamente da Linha do Norte e da Linha da Beira Alta, da proximidade aos Portos de Aveiro e da Figueira da Foz.O projeto foi apresentado na última reunião camarária e de acordo com a presidente da Câmara Municipal, Helena Teodósio, “representa uma aposta estratégica no sentido de conjugar os importantes fatores de atratividade dos três territórios num polo económico com escala e potencial favorável ao incremento do investimento empresarial, à valorização das cadeias de valor da região e ao reforço da competitividade e da criação de emprego”.“Esta proposta, enquadrada no desafio lançado pelo Governo, para criação no país de seis grandes áreas empresariais de dimensão nacional, conjuga capacidade industrial, conhecimento avançado, recursos humanos qualificados e talento”, sendo uma “mais-valia” na atração de investimentos de elevado valor acrescentado. É também, segundo a autarca “uma resposta aos desafios emergentes nos setores mais dinâmicos e competitivos da economia”.A G.ALE constitui, assim, uma oportunidade para reforçar a competitividade e a componente produtiva da Região de Coimbra e da Região Centro, aproximando conhecimento e talento de novas atividades industriais, aprofundando cadeias de valor e criando capacidade para captar investimento de maior escala, intensidade tecnológica e projeção internacional.