Feriado Municipal de Cantanhede celebrou a memória como património imaterial do concelho

Feriado Municipal de Cantanhede celebrou a memória como património imaterial do concelho

O Ferido Municipal de Cantanhede foi mais uma vez assinalado em 25 de julho com uma sessão solene comemorativa, um acontecimento que, como referiu o presidente da autarquia, representa “a celebração da memória como importante património imaterial do concelho”. Com João Moura na mesa de honra estiveram José Maia Gomes, presidente da Assembleia Municipal, Hildo Rocha, deputado federal do Brasil, Marco António Sousa, prefeito de Cantanhede do Maranhão, na qualidade de representante deste município geminado com Cantanhede, tal como Ana Filomena Figueiredo, vereadora da Câmara Municipal de Rio Maior, bem como Margarida Neto, docente da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e coordenadora do CEHLR-SDA (Centro de Estudos de História Local e Regional-Salvador Dias Arnaut), que veio proferir uma conferência sobre “Os Menezes de Cantanhede (sécs. XVI e XVII)”.

Dirigindo-se à académica, o líder do executivo camarário agradeceu “a disponibilidade com que acedeu ao convite para encerrar a sessão com uma perspetiva de um pouco da história dos séculos XVI e XVII, através de uma narrativa focalizada numa família que é referência maior do concelho e, como tal, fator de identidade local”.

Esta referência foi o ponto de partida de uma intervenção em que invocou “todos os que ajudaram a fazer a história do Município de Cantanhede no exercício de funções autárquicas”, destacando a propósito “os sucessivos presidentes de Câmara, os vereadores, os membros da Assembleia Municipal, os presidentes de Junta, enfim, todos aqueles que, em diferentes conjunturas, algumas delas bem difíceis, deram o melhor do seu esforço, dinamismo e capacidade de trabalho em benefício do concelho”.

A respeito do ciclo autárquico que este ano se encerra João Moura manifestou a todos os representantes dos órgãos autárquicos do Município “a estima que merecem, deixando a todos, independentemente da força política que representam, o testemunho do meu apreço pelo modo como dignificaram os cargos para que foram eleitos na defesa dos superiores interesses do concelho”. E foi precisamente neste contexto que fez uma referência particular “ao presidente da Assembleia Municipal, José Maria Maia Gomes, para sublinhar o modo superior como sempre conduziu os trabalhos das reuniões plenárias. A sua postura de isenção, independência, transparência e lealdade institucional para com todos os membros da Assembleia Municipal fazem dele credor do nosso mais vivo reconhecimento”, sublinhou.

Depois de considerar que o alcance da sessão solene comemorativa do Feriado Municipal reside no reconhecimento do legado patrimonial comum, o autarca deixou “uma saudação de fraternidade a todos quantos vivem ou tem as suas raízes neste território, incluindo naturalmente os que, estando ausentes, nunca deixaram de se considerar como parte integrante da nossa comunidade”.

Entre a assistência que encheu completamente o salão nobre dos Paços do Concelho estavam a vice-presidente da autarquia, Helena Teodósio, os vereadores Pedro Cardoso, Júlio de Oliveira, Célia Simões, Cristina de Jesus e Pedro Carrana, as personalidades agraciados pelo Município com um Voto Louvor e Reconhecimento, os funcionários distinguidos por 25 anos de serviços em funções públicas e Luís Henrique Cerveira da Cruz, vencedor do Prémio Professor Doutor Lima de Faria, por ter obtido, no ano letivo de 2016/2017, a melhor média de conclusão do ensino secundário no concelho de Cantanhede.