Abertura pública da exposição de pintura “As Máscaras do Tempo”

Decorreu no passado sábado, 12 de junho, na Biblioteca Municipal, a apresentação pública da exposição “As Máscaras do Tempo”. Realizada por alunos do Ateliê Nova Acrópole, em Coimbra, sob a coordenação da artista plástica e diretora do ateliê de pintura, Françoise Terseur, a mostra é constituída por 19 trabalhos de pintura, executados com recurso a várias técnicas de pintura, nomeadamente acrílico, modelagem, colagem e técnicas mistas sobre tela.

As obras são da autoria de sete formandos desta academia, designadamente António Oliveira Lopes, Elvira Santos Abrantes, Fátima Negrão, Helena Almeida, Luísa Abreu, Maria José Ferreira Santo, Ralph Schottle e da professora, Françoise Terseur.

O vice-presidente da autarquia, Pedro Cardoso, elogiou a excelente mostra que merece uma visita e sublinhou “a importância das exposições como uma forma de valorizar a arte e realçar a diversidade criativa e a abordagem estética de cada um dos artistas plásticos”. O autarca responsável pelo pelouro da Cultura, salientou que “esta é também uma oportunidade de dar a conhecer e valorizar os trabalhos dos alunos, incentivando-os a continuarem a desenvolver as respetivas técnicas assim como a desafiá-los a partilharem com todos a sua sensibilidade artística. Este tempo e espaço do átrio da Biblioteca continua a ser uma oportunidade de realizações culturais, desta vez tendo como protagonista a Nova Acrópole, uma referência de multiculturalidade”. Para Pedro Cardoso, “a Cultura é um bem de primeira necessidade e por isso estas iniciativas culturais, sempre com todas as regras de segurança, não podem parar, principalmente nesta altura em que tanto precisamos de arte”, concluiu.

Subordinada à temática “máscara”, os trabalhos refletem de forma artística e muito particular, as diferentes formas como cada artista testemunhou a situação vivida recentemente a nível mundial, decorrente da crise pandémica da COVID-19. Os artistas imprimiram nos trabalhos o seu olhar pessoal sobre a vivência do fenómeno da pandemia e as condicionantes a que a COVID-19 obrigou, nomeadamente a utilização de máscara de proteção, procurando plasmar nas obras produzidas, conceitos que entenderam relacionados com este acontecimento.

A Nova Acrópole é uma associação cultural internacional sem fins lucrativos, que tem como missão promover atividades culturais e sociais nos mais diversos campos. Esta organização integra pessoas de todas as idades, etnias, níveis socioculturais e nacionalidades.

Fundada em 1957 pelo professor Jorge Angel Livraga Rizzi, em Buenos Aires, Argentina, a Associação Nova Acrópole tem-se preocupado, especialmente, com a formação filosófica dos jovens, adaptada à época atual, de uma forma independente e alheia a qualquer influência religiosa, política ou socioeconómica.

Atualmente, a Associação Cultural Nova Acrópole está presente em mais de 50 países do mundo, reunindo mais de quinze mil membros ativos e centenas de milhar de simpatizantes que se exprimem em mais de dezoito idiomas e representam uma vasta gama de confissões religiosas, origens étnicas e heranças culturais, oferecendo um magnífico exemplo de coexistência fraterna e mútua compreensão.