Prazo de execução do Parque Desportivo de Cantanhede já começou a contar

Está tudo a postos para o início das obras do Parque Desportivo de Cantanhede, empreitada que a Câmara Municipal adjudicou 3.277.520 euros e cujo prazo de construção começou a contar na passada sexta-feira com a assinatura do respetivo auto de consignação. O documento foi formalizado no decurso de um encontro da presidente da autarquia, Helena Teodósio, com os representantes da empresa adjudicatária, no qual participaram ainda o vereador com o pelouro do Desporto, Adérito Machado, e o presidente da União das Freguesias de Cantanhede e Pocariça, Nuno Caldeira.

Na ocasião, a líder do executivo camarário “salientou a importância do investimento para a consolidação do processo de fomento do desporto no concelho, ao permitir ultrapassar definitivamente as condicionantes que o recurso às atuais instalações provisórias. Com o novo Parque Desportivo de Cantanhede, a juntar aos de Ançã, Febres e Tocha, o concelho passa a dispor de grandes infraestruturas em número adequado para o incremento da atividade, sendo certo que vamos continuar a investir na qualificação dos equipamentos em função das necessidade, como de resto está a acontecer no Parque Desportivo de Febres e tem acontecido em recintos desportivos de menor dimensão”, adiantou a autarca.

Helena Teodósio alimenta “a expetativa de que o prazo de execução do projeto seja efetivamente cumprido, de modo a que se inicie o mais depressa possível a rentabilização do investimento projetado para facultar aos agentes desportivos locais as melhores condições possíveis para a sua atividade nos domínios da formação, desporto de rendimento e alta competição. Este é um aspeto muito importante, até porque, até que a obra seja concluída, a prática desportiva vai ter de ser desenvolvida com uma solução de recurso que coloca dificuldades e limitações bastante significativas”, sublinhou a presidente da Câmara Municipal.    

Com um prazo de execução de 720 dias seguidos, a empreitada contempla a execução de um edificado dividido em dois braços principais, interligados através de um átrio que funciona como ponto de charneira, o braço nascente, destinado à equipa principal de seniores e espaços da direção e o braço poente, destinado à formação e sala polivalente. O braço nascente, sob a bancada com 530 lugares sentados, está organizado de modo a responder predominantemente a uma utilização pelas equipas seniores, bem como dois balneários principais, uma zona de tratamento, jacuzzi e tanque de gelo, assim como os balneários de treinadores e árbitros. 

Ainda na zona nascente do imóvel está idealizada a criação de espaços relacionados com o tratamento médico e controlo de doping a norte na parte mais próxima do átrio, prevendo que estes possam ser utilizados também pelas camadas jovens que usam o volume adjacente aos campos de treino a poente.

A memória descritiva da obra contempla a poente seis balneários para todas as camadas da formação de atletas, dois balneários de árbitros e dois balneários de treinadores, como espaços de apoio aos treinos e jogos a realizar nestes campos. Na zona mais próxima ao átrio e com grande transparência de planos que permitem um atravessamento visual desde o pátio exterior em frente do anfiteatro até aos campos de treino, encontra-se o ginásio que à semelhança do que acontece com a zona de tratamento no volume nascente, pretende servir também as equipas seniores.

No documento pode ler-se ainda que para o piso 1 para além da cafetaria / restaurante sobre a bancada, está previsto um espaço envidraçado destinado à imprensa e sala de som e no topo sul as casas de banho públicas.

Quanto à ocupação dos espaços envolventes ao edificado para além do estacionamento, prevê-se um espaço de arrumação de equipamentos e manutenção do relvado seguido de uma zona técnica, sendo que estes espaços se encontram à cota do relvado, elevada em relação à circulação interna, permitindo o acesso direto a partir do próprio campo.