Ministro Poiares Maduro presidiu à celebração  do Feriado Municipal e à inauguração da Expofacic

«Cantanhede atingiu um patamar de bem-estar e crescimento que deve ser assinalado» afirmou o ministro-Adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro, na sessão solene comemorativa do Feriado Municipal de Cantanhede, em 25 de julho. Na cerimónia que antecedeu a abertura oficial da Expofacic e a visita ao certame, o membro do Governo sublinhou que «a ênfase que este Governo quer pôr na economia competitiva é algo que já está há muito na agenda de Cantanhede e isso é particularmente relevante na situação que o país está a viver».

Depois de sublinhar que «Cantanhede é um exemplo», Poiares Maduro enunciou em traços gerais «o projeto de programação dos fundos europeus que o Governo tem vindo a elaborar, processo em que todos são chamados a participar», frisando que «haverá nesse âmbito oportunidades para Portugal superar o défice com que está confrontado, um défice que é sobretudo de competitividade».

A celebração do Feriado Municipal decorreu no salão nobre dos Paços do Concelho, onde o ministro-Adjunto e do Desenvolvimento Regional presidiu à sessão acompanhado pelo Presidente da Câmara Municipal, João Pais de Moura, e pelo Presidente da Assembleia Municipal, Jorge Catarino. Na mesa de honra estiveram ainda os representantes das cidades geminadas com Cantanhede, designadamente Rio Maior, Cantanhede do Maranhão e Mêda.

Entre a numerosa assistência, encontravam-se diversos titulares de cargos públicos, entre os quais a vice-presidente da edilidade, Helena Teodósio, os vereadores Pedro Cardoso, João Dias, Pedro Castro, Júlio Ruivo e Icília Moço, bem como elementos da Assembleia Municipal e outros autarcas.

Na sua intervenção, o Presidente da Câmara de Cantanhede começou por relevar a circunstância de a mãe do ministro ser natural da Freguesia de Bolho, «o que na prática corresponde a termos entre nós a presença de alguém com afinidades a esta terra investido em elevadas funções de Estado, alguém que certamente levará de Cantanhede um sentimento de regozijo pela forte expressão dos dois acontecimentos que hoje celebramos».

João Moura referiu que «a afirmação da democracia e do poder local passa também pela defesa das causas em que acreditamos, ainda que elas sejam contrárias ao que preconiza o Governo» para logo depois confrontar o ministro com «as posições firmes que a Câmara Municipal de Cantanhede tem assumido «contra a fusão de freguesias que lamentavelmente o executivo governamental tem insistido em levar por diante» e 
lembrou que esta luta remonta a 2005, na altura contra o modo como o então Ministro da Administração Interna do décimo sétimo Governo Constitucional, António Costa, enunciou a necessidade de fusão de freguesias.

O autarca manifestou ainda a sua oposição «à possibilidade de a gestão do Hospital Arcebispo João Crisóstomo passar para a União das Misericórdias Portuguesas, possibilidade contra a qual a Câmara Municipal tem sido a principal voz», tal como tem sido «protagonista principal na luta contra o esvaziamento de algumas competências do Tribunal de Cantanhede, na qual temos demonstrado à tutela os obstáculos que essa anunciada intenção levantaria aos cidadãos deste concelho no acesso à justiça».

Noutro momento do discurso, João Moura enfatizou «a aposta na Câmara Municipal na atração de investimentos e na fixação de novos residentes, na perspetiva de que são também fatores com impacto positivo na atividade comercial na cidade e no concelho», e defendeu que «o Estado deve reforçar o apoio ao fomento da agricultura, cuidando de proteger os pequenos agricultores com mecanismos que lhes permitam obter rendimentos para viverem com dignidade».

Sobre a Expofacic o presidente da Câmara Municipal reafirmou que se trata da «melhor síntese daquilo que caracteriza o Concelho de Cantanhede (…), uma demonstração inequívoca de união de todos os munícipes, que assim afirmam o respeito pela memória coletiva e o orgulho pelas maiores conquistas da comunidade». Para o líder do executivo camarário, falar do certame «exige um sublinhado ao extraordinário envolvimento das forças vivas locais, com destaque para as juntas de Freguesia, as escolas, as associações e as instituições sociais e de saúde, cuja participação confere ao certame o carácter distintivo que reforça grandemente a sua atratividade».
No final da cerimónia, João Moura ofereceu a Miguel Poiares Maduro uma caixa com um exemplar do Foral de Cantanhede editado pela autarquia e uma garrafa do vinho com o mesmo nome lançado pela Adega Cooperativa e que ganhou recentemente uma Medalha de Ouro num concurso internacional. O autarca recomendou o vinho «para grandes decisões» e o ministro retorquiu que o guardaria para «uma reunião do Conselho de Ministros em que houver alguma decisão difícil a tomar».