Exposição revela pinturas inspiradas nas aldeias gandaresas

“Maria Amélia Magalhães Carneiro – Pintora da Aldeia Portuguesa” é o título da exposição que vai ser inaugurada no próximo sábado, 31 de janeiro, pelas 16h30, na sala de exposições temporárias do Museu de Arte e do Colecionismo de Cantanhede.

Esta mostra retrospetiva reúne cerca de 150 obras, revelando a sensibilidade naturalista da pintora e o seu olhar singular sobre as paisagens e vivências de várias regiões do país, com especial destaque para a Pocariça, Cadima e Varziela. O conjunto constitui um notável retrato antropológico do concelho na primeira metade do século XX.

Reconhecida como pintora da aldeia portuguesa, Maria Amélia Magalhães Carneiro (1883-1970) residiu no concelho de Cantanhede entre 1913 a 1941, onde retratou, com pintura ao ar livre, as aldeias gandaresas, focando-se nos rostos, trajes típicos, interiores das casas rústicas e seus pátios, paisagens, caminhos, campos, eiras e faina agrícola. De resto, uma parte substancial das suas telas, pintadas a óleo ou desenhadas carvão e sanguínea, tiveram como inspiração vários locais de Cadima, Pocariça e Varziela.

O seu legado artístico e pedagógico e a forma marcante como contribuiu para a sensibilização cultural e a educação artística das camadas mais jovens do concelho de Cantanhede, levou o Município a atribuir o seu nome a uma rua da cidade em 2004, tendo sido ainda homenageada com uma exposição, no ano anterior.

A concretização desta antologia, que integra a programação da 4.ª edição do projeto cultural “Gente da Nossa Terra”, só foi possível graças ao generoso contributo de colecionadores de todo o país e ao empenho da família da artista, que participou ativamente no comissariado da exposição.