O Solar dos Neiva, uma das mais imponentes casas brasonadas da freguesia de Ançã, já é propriedade do Município de Cantanhede. A doação por parte de Maria Manuela Braga e Reis Camelo Monteiro foi formalizada no passado sábado, 25 de abril, e nas palavras da presidente da Câmara Municipal, Helena Teodósio, constitui “um gesto de rara generosidade e elevado sentido cívico”.Nos termos do contrato de doação, este imóvel do século XIX vai acolher a futura Casa da Cultura Manuela Reis Camelo. Para o efeito, o Município promoverá uma programação regular e diversificada nas áreas da literatura, música, teatro, exposições, conferências e valorização da história e tradições locais, contribuindo para o enriquecimento cultural de Ançã e do concelho. Paralelamente, será assegurada a conservação permanente do edifício, mantendo-o em bom estado e salvaguardando as suas características essenciais.“Como é evidente, o Município de Cantanhede honrará integralmente o legado que lhe é hoje confiado, respeitando escrupulosamente os termos definidos no contrato de doação e no respeito integral pelas condições estabelecidas quanto à propriedade”, referiu a presidente da autarquia cantanhedense, adiantando que o novo polo cultural pretende afirmar-se como “um espaço dinâmico e aberto à comunidade”.O Município adotará também uma política de manutenção preventiva e, sempre que necessário, de reabilitação, garantindo que este património se mantém digno da sua função e preparado para servir as gerações futuras.“Mais do que preservar o edifício, trata-se de construir um verdadeiro polo de cultura, memória e identidade, fiel ao espírito da doadora”, adiantou a autarca, reafirmando que o gesto de Maria Manuela Braga e Reis Camelo Monteiro “ficará para sempre inscrito na história do nosso concelho como um exemplo maior de generosidade, cidadania e amor a Ançã”.Também a Junta de Freguesia de Ançã fez questão de assinalar o gesto benemérito da doadora do imóvel, atribuindo-lhe a distinção “Mérito Público de Excelência”. Nas palavras do presidente da Junta, Cláudio Cardoso, “este ato de generosidade transcende o presente, projetando-se no futuro como um legado duradouro, capaz de enriquecer a comunidade e de perpetuar o acesso à cultura, ao conhecimento e à partilha”. “É de enorme generosidade quem transforma o que é seu em algo de todos”, enfatizou.