No âmbito do programa das comemorações do 52.º Aniversário do 25 de Abril promovidas pelo Município de Cantanhede, a presidente da Câmara Municipal, Helena Teodósio, acompanhada pelo vice-presidente Pedro Cardoso, os vereadores Fernando Pais Alves, Célia Simões e Adérito Machado, o presidente da Assembleia Municipal, João Moura, o presidente da Junta de Freguesia de Ançã, Cláudio Cardoso, e membros da Assembleia Municipal de Cantanhede, assinalou a efeméride com a deposição de uma coroa de flores junto ao busto de Jaime Cortesão, em Ançã.Nascido em Ançã a 29 de abril de 1884, Jaime Cortesão foi médico, historiador e escritor, mas sobretudo uma figura incontornável da cultura contemporânea portuguesa.Ao intervir na sessão evocativa da Revolução dos Cravos, que decorreu junto ao pelourinho de Ançã, a presidente da Câmara Municipal falou da necessidade de se continuar a invocar simbolicamente Jaime Cortesão, “por tudo o que o seu legado intelectual, humano e cívico representa para o país”.“Apesar de ter morrido mais de uma década antes da revolução democrática de 1974, são muitos os que referem o nome de Jaime Cortesão quando se trata de enunciar exemplos daqueles que se bateram pela democracia e pela liberdade”, observou, enfatizando que “são personalidades desta dimensão que devemos ter como referência na reflexão que a efeméride de hoje deve suscitar sobre o que se passou nestes 52 anos, quer ao nível dos direitos, liberdades e garantias, quer do ponto de vista do desenvolvimento económico e social”.“Ao celebrarmos o legado de Jaime Cortesão, damos também um passo concreto no sentido de continuar essa mesma missão de defender a democracia e a liberdade, mas também promover a cultura, a história e a identidade local”, concluiu.