Quem visita o Concelho de Cantanhede é confrontado com  um vasto leque de experiências no contacto com uma natureza estimulante pela sua riqueza e diversidade ou na convivência com uma realidade sócio-cultural unificada em torno das referências e dos valores patrimoniais que consubstanciam as vivências peculiares das três regiões naturais que constituem o território: a Gândara, espraiada sobre o mar; a Bairrada, no interior, onde as estações do ano se contam pelo crescer da vinha; e o Baixo Mondego, a Sul, num vale contíguo às pedreiras da famosa pedra de Ançã.

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Dividido entre duas regiões naturais, com uma paisagem onde se movimentam gentes de vivências e formas de apropriação do espaço diferenciadas, mas ainda assim com um traço cultural comum, o Concelho de Cantanhede tem para oferecer a quem o visita um universo inesgotável de possibilidades, quer seja no contacto com a natureza quer na convivência com uma realidade socio-cultural característica.

Na Gândara, com um horizonte entrecortado pelas nuances cromáticas do arvoredo e dos milheirais, é possível fruir os magníficos recantos bucólicos da sua imensa área florestal, desfrutar do branco macio dos areais e do cheiro a maresia de praias que conservam intactas as suas tradições de arte xávega, ou apreciar os sabores apaladados da caldeirada, do robalo e da sardinha na telha.

Na Bairrada, que tem no leitão assado a melhor iguaria da sua rica tradição gastronómica e no vinho de Cantanhede o mais precioso néctar desta região demarcada, persistem ainda as referências a um amanho cuidado das encostas que fazem parte do nosso imaginário colectivo.

No Baixo Mondego, depois da passagem pelo relevo escarpado das pedreiras, onde surgem amiúde marcas das actividades relacionadas com a extracção da pedra de Ançã tão apreciada pelos mais proeminentes escultores dos séculos XV e XVI, estende-se um vale fértil e alagadiço que integra os Campos do Mondego. 

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Conteúdo atualizado a 01.09.2020