No âmbito do projeto “Gente da Nossa Terra”, criado pelo Município de Cantanhede com o objetivo de promover o reconhecimento, na vertente histórica e/ou artística, de personalidades marcantes, sublinhando os seus percursos, carreiras e influências, a 4.ª edição destaca a pintora Maria Amélia Magalhães Carneiro, com enfoque na consolidação, (re)interpretação e inspiração do seu legado, através do usufruto, projeção e exploração das suas obras, nomeadamente na pintura, bem como na relação com outras expressões artísticas e culturais.Nesse contexto, foi inaugurada no último sábado, 31 de janeiro, no Museu de Arte e do Colecionismo de Cantanhede, uma mostra retrospetiva que reúne cerca de 150 obras da pintora. A exposição não só revela a sensibilidade naturalista e o olhar singular da artista sobre as paisagens e vivências de várias regiões do país, com especial destaque para a Pocariça, Cadima e Varziela, como também constitui um notável retrato antropológico do concelho na primeira metade do século XX.Para além deste momento, a programação desta edição do “Gente da Nossa Terra” conta com várias iniciativas multidisciplinares que decorrerão em vários pontos do concelho, durante os meses de fevereiro e março.Este ciclo inclui conferências, concertos de música clássica e eletrónica, performances, caminhadas pela biodiversidade, instalações audiovisuais, cinema ficcional e documental, teatro, viagens culturais, visitas guiadas, exposições individuais e coletivas, rodas de conversa, workshops/oficinas, videomapping, apresentações de livros, instalações com tecnologia 3D, aulas teórico-práticas com população sénior, pintura coletiva de mural, contos para crianças, apresentação de catálogos artísticos, sessões pedagógicas nas escolas, entre outras.Antes de Maria Amélia Magalhães Carneiro, este projeto municipal teve edições dedicadas a Carlos Garcia, Jaime Zuzarte Cortesão e António Taboeira.